Turismo de experiência tem apelo, mas sofre com um problema nada romântico: atrito de jornada. Não é falta de vontade — é falta de descoberta, de clareza e de conveniência. Quando a experiência não aparece no radar do visitante, ela vira “algo que eu faria se desse tempo”. E spoiler: quase nunca dá.
Quando o turista topa viver algo local, ele não está pedindo um evento épico: ele está sinalizando interesse por formatos variados de experiência, do contato com a natureza até interação com comunidades, passando por cultura, guias e bastidores produtivos. O ponto é transformar esse interesse em portfólio com lógica: opções de entrada (baixa fricção), opções de aprofundamento (mais densas) e um caminho claro entre elas.
A gastronomia, por exemplo, não deveria ser “só refeição”: deveria ser porta de entrada para experiência — com história, território, modo de fazer e sensação de pertencimento. Produtos típicos, rotas e sinais de autenticidade funcionam como atalhos mentais: ajudam o visitante a entender “o que é daqui” e por que vale parar, provar, comprar e compartilhar.
A estratégia mais inteligente não é inventar moda: é tirar a experiência do modo invisível e colocá-la no caminho do turista, especialmente onde ele decide na prática — no deslocamento, no improviso e no “me indica algo bom”. O estudo também deixa claro que há temas que viram gargalos de atração e exigem resposta objetiva do destino: preço percebido, divulgação, infraestrutura e segurança. Se o básico não estiver redondo, o discurso vira PowerPoint e a conversão vira lenda.
O que EU devo fazer diante disso?
🧳🌿🍽️ Sem rodeio: o Sul não precisa “convencer” o turista a querer — precisa reduzir atrito e entregar experiência do jeito que o turista compra.
Tratar as perdas de jornada como prioridade: melhorar descoberta, clareza e conveniência, com experiência “pronta para encaixar”.
Usar a gastronomia como porta de entrada do turismo de experiência, conectando produto, história e território.
Planejar experiências alinhadas ao turismo de carro, incorporando estrada, paradas e rotas temáticas como parte do roteiro.
Criar abordagens próprias para quem se hospeda em casa de parentes, com facilitadores de descoberta e opções rápidas no entorno.
Trabalhar os motivos que afastam a visita ao Sul com respostas diretas no produto e na comunicação (sem promessa vaga).
Consolidar o posicionamento do Sul como destino seguro, restaurador e tranquilo em todos os pontos de contato.
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