A COP30 abre uma janela histórica para reconhecer que a crise climática já bate à porta dos pequenos negócios. O Manifesto revela que cada região do Brasil sofre impactos distintos, afetando diretamente produção, renda, saúde e continuidade das atividades. No Norte, a seca dos rios paralisa o extrativismo; no Nordeste, a falta de pescado compromete comunidades costeiras; no Sul, as enchentes destroem infraestrutura e estoques. Esses impactos mostram que não existe solução única: cada território vive sua própria realidade climática.
As vozes dos territórios reforçam a gravidade da situação. Empreendedores relatam medo, perdas e incerteza: “Até o pão da padaria é impactado”, “Quando chove, fico em alerta”, “Marisqueiras não conseguem ir para a maré”. Além dos danos materiais, o documento destaca um componente pouco discutido: a saúde mental. O trauma climático — particularmente em regiões com enchentes e eventos extremos — já é realidade, exigindo políticas públicas voltadas não só à infraestrutura, mas ao cuidado das pessoas.
O Manifesto aponta que políticas climáticas tradicionais falham ao ignorar territórios, saberes tradicionais, pequenas produções e realidades tropicais. Por isso, o Sebrae propõe três diretrizes estruturantes: Verde como Valor, Clima como Desenvolvimento e Território como Base. Elas resgatam a ideia de que o Brasil deve liderar uma transição justa que una biodiversidade, inclusão produtiva, inovação e competitividade — uma narrativa brasileira e tropical, não importada de modelos do Norte Global.
A partir dessas diretrizes, o documento apresenta propostas concretas que podem transformar o Brasil em referência global: indicadores territoriais de sustentabilidade; fundo de microfinanças verdes; créditos de carbono municipais; fortalecimento do turismo de base comunitária; reconhecimento de saberes tradicionais como ativos ambientais; e a criação do Selo Justiça Climática — certificação internacional que une redução de emissões, inclusão produtiva e distribuição justa de valor. Essas propostas oferecem uma rota de impacto imediata para governos, empresas e comunidades.
Mapear como o clima já impacta minha atividade: produção, abastecimento, vendas, saúde, operação.
Buscar ações de adaptação imediata, como gestão de água, manejo de riscos e parcerias territoriais.
Valorizar saberes locais e integrar consumidores, comunidades e negócios em redes colaborativas.
Aproveitar oportunidades da economia verde, como crédito, certificações e turismo comunitário.
Participar dos debates climáticos, cobrando políticas que incluam pequenos negócios nos recursos, nas decisões e nas soluções.
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