O Brasil apresenta um cenário altamente favorável para o aproveitamento da pele de ovinos e caprinos, impulsionado pela forte concentração da produção no Nordeste e pela ampla utilização da pele como subproduto da cadeia da carne. Esse contexto revela uma oportunidade clara de diversificação de renda, especialmente para agricultores familiares e pequenos produtores, ao transformar um material historicamente subvalorizado em insumo para produtos artesanais e industriais de maior valor agregado.
Além do volume expressivo de animais, a pele tem peso significativo no valor final do animal. De acordo com o relatório, a pele pode representar até 35% do valor total, o que demonstra seu potencial econômico quando corretamente aproveitada. No entanto, menos de 10% das peles são classificadas como de primeira qualidade, reflexo de falhas no manejo, na esfola e na conservação pós-abate. Esses dados reforçam que qualidade é o principal gargalo, mas também a maior oportunidade de diferenciação para quem investe em boas práticas produtivas.
O processo de curtimento é um dos principais pontos de geração de valor. Conforme indicado no estudo, o curtimento pode multiplicar em até oito vezes o valor da matéria-prima, quando comparado à venda da pele in natura. Apesar disso, o mercado ainda enfrenta desafios como a falta de padronização, a baixa profissionalização e limitações tecnológicas nos empreendimentos. A superação desses entraves passa pela capacitação técnica, modernização dos processos e organização coletiva dos produtores.
O uso da pele na produção artesanal demonstra forte aceitação de mercado, especialmente em segmentos como moda, acessórios, calçados e decoração. Iniciativas no Nordeste mostram que a articulação entre produtores, cooperativas e apoio institucional permite ampliar escala, melhorar qualidade e acessar novos mercados. Desse modo, é importante investir em capacitação, melhorar o manejo do rebanho, adotar boas práticas de conservação da pele, buscar o curtimento como etapa estratégica e atuar de forma cooperada para acessar mercados mais exigentes e rentáveis.
Agregue Valor ao Curtir a Pele: Não venda a pele in natura! O curtimento pode aumentar o valor do seu produto em até 8 vezes, transformando-o em couro com elasticidade e maciez para produtos artesanais.
Qualidade Começa no Campo: Invista no manejo e no padrão genético do rebanho, pois grande parte das peles é refugada nos curtumes devido a problemas como manejo inadequado ou doenças.
Profissionalização é o Motor do Lucro: Busque treinamentos, organize-se em cooperativas e invista em gerenciamento. A profissionalização é fundamental para tornar o empreendimento viável e competitivo.
Faça a Conservação Imediatamente: A decomposição da pele começa em cerca de três minutos após o abate. Utilize a salga, aplicando uma quantidade de sal equivalente a 50% do peso da pele, para garantir a qualidade da matéria-prima.
Mire em Raças de Alto Padrão: Opte por raças como Santa Inês (ovino) e Canindé (caprino), que são reconhecidas por produzir peles de altíssima qualidade, garantindo maior valor de mercado.
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