Turismo de experiência no Sul: sinais do turista para vender melhor

A pesquisa mapeia decisões, barreiras e gatilhos do turismo de experiência no Sul — do planejamento ao momento em que o turista escolhe agir.

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Experiência que vira conteúdo

O destino ganha alcance quando a vivência é fácil de registrar, contar e recomendar, sem exigir “manual de instruções” do turista.

Alta temporada não é consenso

O calendário do turista é mais diverso do que parece; quem só vende pico perde demanda espalhada no ano.

Planejamento com antecedência é o novo normal

A decisão tende a ser pensada; quem aparece cedo na busca entra no funil, quem aparece tarde vira opção descartada.

Novidade pesa mais que repetição

O turista valoriza a sensação de descoberta; roteiros com camadas e progressão seguram interesse e estimulam retorno.
O comportamento de viagem que aparece no estudo é bem pé no chão: o turista tende a organizar o rolê com foco em praticidade, circula com mais autonomia, e nem sempre “passa pelo balcão” tradicional do turismo. Isso muda o jogo para destinos e negócios locais, porque a experiência precisa estar disponível fora do circuito óbvio — com oferta fácil de entender, fácil de encontrar e simples de encaixar na rotina de quem viaja.


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Infográfico

A pesquisa mapeia decisões, barreiras e gatilhos do turismo de experiência no Sul — do planejamento ao momento em que o turista escolhe agir.

Turismo de experiência tem apelo, mas sofre com um problema nada romântico: atrito de jornada. Não é falta de vontade — é falta de descoberta, de clareza e de conveniência. Quando a experiência não aparece no radar do visitante, ela vira “algo que eu faria se desse tempo”. E spoiler: quase nunca dá.

Quando o turista topa viver algo local, ele não está pedindo um evento épico: ele está sinalizando interesse por formatos variados de experiência, do contato com a natureza até interação com comunidades, passando por cultura, guias e bastidores produtivos. O ponto é transformar esse interesse em portfólio com lógica: opções de entrada (baixa fricção), opções de aprofundamento (mais densas) e um caminho claro entre elas.

A gastronomia, por exemplo, não deveria ser “só refeição”: deveria ser porta de entrada para experiência — com história, território, modo de fazer e sensação de pertencimento. Produtos típicos, rotas e sinais de autenticidade funcionam como atalhos mentais: ajudam o visitante a entender “o que é daqui” e por que vale parar, provar, comprar e compartilhar.

A estratégia mais inteligente não é inventar moda: é tirar a experiência do modo invisível e colocá-la no caminho do turista, especialmente onde ele decide na prática — no deslocamento, no improviso e no “me indica algo bom”. O estudo também deixa claro que há temas que viram gargalos de atração e exigem resposta objetiva do destino: preço percebido, divulgação, infraestrutura e segurança. Se o básico não estiver redondo, o discurso vira PowerPoint e a conversão vira lenda.

O que EU devo fazer diante disso?
🧳🌿🍽️ Sem rodeio: o Sul não precisa “convencer” o turista a querer — precisa reduzir atrito e entregar experiência do jeito que o turista compra.

  • Tratar as perdas de jornada como prioridade: melhorar descoberta, clareza e conveniência, com experiência “pronta para encaixar”.

  • Usar a gastronomia como porta de entrada do turismo de experiência, conectando produto, história e território.

  • Planejar experiências alinhadas ao turismo de carro, incorporando estrada, paradas e rotas temáticas como parte do roteiro.

  • Criar abordagens próprias para quem se hospeda em casa de parentes, com facilitadores de descoberta e opções rápidas no entorno.

  • Trabalhar os motivos que afastam a visita ao Sul com respostas diretas no produto e na comunicação (sem promessa vaga).

  • Consolidar o posicionamento do Sul como destino seguro, restaurador e tranquilo em todos os pontos de contato.

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