
CAPITULO 1 – A CRISE DE 29
No inicio do século passado, a explosão da bolha imobiliária fez com que os bancos americanos e a bolsa quebrassem o ciclo de liquidez mundial. Produtores de café no Brasil foram afetados e toda cadeia de comercialização de produtos em geral também. Houve desemprego e somente a politica publica pode aos poucos recuperar as economias, não antes sem ter que passar pela 2ª guerra mundial.
CAPITULO 2 – O COVID
Entre 2020 e 2021, a restrição de circulação para as pessoas fez com que a comercialização tivesse seu ciclo operacional repentinamente quebrado. Isso gerou quebra de empresas e queda de renda.
Ficaram aprendizados como o home office, o delivery e o crescimento do segmento de Bem Estar, mas depois da epidemia, verificamos um processo de acentualmente da concentração no varejo.
O uso da tecnologia, da melhoria da logística, do uso das mídias sociais fizeram com que os grandes players roubassem mercado das MPEs, em primeiro plano, e depois da indústria e das grandes redes em um segundo momento.
CAPITULO 3 – O NOVO MANDATO TRUMP
Desde que assumiu, o presidente americano contribui para agravar o cenário, que já era ruim. Tudo bem que a guerra da Ucrânia não pode ser colocada na sua conta, mas a forma com que lida com ela, a guerra das tarifas e sua estratégia geopolítica, deu incerteza aos mercados, quebrando o ciclo de confiança necessário para que o cenário econômico seja favorável.
CAPITULO 4 – PODEMOS CHEGAR A UM MUNDO SEMELHANTE AO QUE FOI VIVIDO EM 1929?
Ate 1929 a economia mundial era crescente e o baque vivido foi tão traumático que a miséria e o tecido social foram severamente afetados. Não estou passando nem por perto de comparar o mundo em 1929 x 2025, mas realmente vejo semelhanças nos cenários de negócios e no contexto sociológico entre esses 2 períodos.
· A geração Z não se vê trabalhando em empregos “normais” e o varejo não tem mão de obra
· A crise de confiança, que afeta o mundo e principalmente o Brasil, se tornou o principal problemas para os negócios (40%, seguido de falta de mão de obra e impostos)
· Os 2 grupos mais densos do varejo, roupas e confecções, sucumbem a concorrência de grandes players da web e aos marketplaces. E é o varejo o maior empregador.
· O comercio das pequenas cidades sofre ainda com a concorrência do comercio das medias e grandes cidades, onde orbitam. A evasão de consumo pode chegar ate a 50%! Sem retenção de consumo, não se consegue gerar valor e desenvolver o município!
· O governo parece incapaz de segurar a inflação, os juros e criar um cenário de negócios favorável
· O DIPLOMA UNIVERSITARIO perde seu valor de mercado e o incentivo para o investimento de tempo e dinheiro do desenvolvimento profissional se deteriora.
· A saúde emocional passou a ser a preocupação principal para as pessoas
· O NOVO EMPREENDEDORISMO, coloca milhares de pessoas para trabalhar sem direitos trabalhistas
· Mais de 60% das famílias se dizem com alto endividamento
Não estou citando a parte do copo cheio, pelos avanços em inovação nos negócios, pois no contexto geral vejo os malefícios a frente desses ganhos...
CAPITULO 5 – CAMINHOS
Vejo 2 pilares (e sei que podem haver ainda outras perspectivas a considerar), para começarmos nossa jornada de recuperação:
1- Foco na redução de custo de transação, compartilhando os ganhos dessa JORNADA entre todos os elos das cadeia.
a. Novo modelo de relação trabalhista (foco em renda variável, inclusão de proteção social e remuneração por produtividade)
b. Novos modelos de cooperação empresarial (trade marketing, campanhas de ativação, collab, Amazon Hub x MPEs, marketplaces, indicação de negócios entre empresas, etc.)
c. Novo modelo de consumo (refil, aluguel, comercio de usados, premiar o uso consciente de credito, premiar a poupança, credito de longo prazo)
2- Foco no desenvolvimento territorial como politica publica
a. As pequenas e medias cidades devem ser priorizadas para a retenção dos jovens e para uma sociedade mais sustentável.
b. Politicas de combate a evasão de consumo e integração do varejo local com o mercado regional, reduzindo o custo de transação
c. Fomento ao empreendedorismo e fomento ao empreendedorismo feminino
d. Desenvolvimento de oferta de lazer e turismo rural para criar valor para as pequenas cidades
e. Estratégia para melhorar o consumo local do turista de negócios
f. Desconto para o cliente do bairro
g. Criação de semanas temáticas por grupos de varejos locais
Juatuba é uma pequena cidade de MG, próxima a BH, e toda vez que passo por ali, vejo qual o impacto que todo o cenário inicialmente listado provoca na cidade. Assim como ela, outras 5mil cidades no Brasil padecem do mesmo problema.
O Sebrae tem feito um excelente trabalho com o Cidade Empreendedora, mas penso que isso deveria alcançar, com a profundidade descrita e com mais capilaridade, a todas essas cidades, fazendo com que, o DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL, seja a força motriz para não vivermos outra crise como em 1929.
Artigo analisa como o combate a evasão de consumo nas pequenas cidades podem ser um pilar importante para o DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL, sobretudo em tempos onde o cenário politico, econômico e a confiança estão prejudicados


