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Tendências 2022-23

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Tendências 2022-23
3 pessoas curtiram esse artigo
Criado em 19 ABR. 2022
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Dois anos após o primeiro lockdown no Brasil, ao que tudo indica, aqui estamos lidando com uma nova fase, talvez uma reta final ou talvez uma etapa de adaptação para um novo cenário. 

Sem dúvidas este é o momento para fazermos um balanço geral: 

  • O que mudou de lá para cá?

  • Como está o cenário atual? 

  • O que já ficou ultrapassado? 

  • E afinal, quais as tendências: o que esperar do mercado e dos consumidores nesse próximo ano?


Tal qual em outros setores, a vida dos Microempreendedores Individuais, ou MEI, foi bastante impactada pelo coronavírus. A partir das medidas de distanciamento social, o mundo "físico" e o mundo do trabalho, assim como o mundo dos estudos, viraram de ponta-cabeça e precisaram se adaptar a novos formatos. 


Comércio, lazer e hábitos de consumo também foram revisados, sendo repensados a partir do acesso das próprias casas das pessoas. E talvez, justamente por isso, somado ao desemprego em massa gerado na pandemia, as pessoas viram no empreendimento a saída para o desamparo financeiro. Isso pode ser percebido ao analisar os dados da Receita Federal que, em levantamento feito pelo Sebrae, mostram que foram registrados 2,6 milhões de novos MEI em 2020, número maior do que os apresentados nos cinco anos anteriores.


A seguir, você confere alguns casos de negócios nacionais que souberam aproveitar muito bem este momento ou já estavam preparados para lidar com os desafios trazidos durante o período de pandemia. Suas retomadas ao "novo normal" agora certamente acontecem de um lugar muito mais consolidado no mercado, servindo como referência e inspiração para outros negócios.


Um exemplo é a Gato sem Rabo, livraria fundada em maio de 2021 por Johanna Stein, na cidade de São Paulo. Mesmo em meio às dificuldades e restrições da pandemia, Johanna decidiu dar continuidade às suas ideias e abrir seu próprio negócio, o que por si só, já demonstra a ousadia notável e certamente de grande inspiração para MEIs que desejam se destacar no mercado. A ex-modelo, formada em artes visuais, porém, não ousou apenas em sua decisão de abrir um comércio no auge da pandemia: a livraria ainda é focada em comercializar apenas obras de mulheres, proposta pioneira no país.


 "As mulheres sempre escreveram muito, sobre diversos assuntos, mas estavam condenadas a obrigações sociais que as mantinham longe da produção literária. Nós conquistamos mais espaço, mas ainda existe um vazio, um buraco na história, e a gente precisa garantir que nenhuma mais seja deixada para fora das prateleiras das livrarias", disse Johanna à UOL. 


Localizada no bairro Vila Buarque, próxima ao famoso Minhocão, a livraria também foi criada para ser um espaço tranquilo, de pausa, em contraste ao alvoroço do centro da capital paulista. Por isso, a loja também conta com uma área para eventos, como noites de autógrafos, e uma cafeteria, que restringe suas atividades a delivery e take away nos momentos de restrição social. Na mesma entrevista à UOL, a empreendedora disse não temer muito a crise econômica, que para ela seria um momento de resistência dos pequenos negócios: 

"Foi um período catastrófico para a economia, mas a gente vê aqui no bairro um movimento de retomada dos pequenos negócios e de fortalecimento das livrarias de rua. Acreditamos que a experiência de comprar em uma livraria de rua é inalcançável: caminhar até lá, estabelecer conexão com o bairro, conversar com as livrarias, ouvir sugestões", declarou.


E como bem descreveu a própria Johanna, sua empreitada de fato se tornou uma ação de resistência que acabou reverberando em todo o bairro, visto que as outras livrarias da Vila Buarque também passaram a ter mais procura. Isso, claro, mostra como já era um interesse das pessoas voltarem a ressocializar, e a empreendedora soube conhecer seu público e oferecer exatamente o que eles queriam: um contato com pessoas de verdade, que era representado pela presença das livrarias na loja.


Além da iniciativa de Johanna, que tomou as rédeas da situação por conta própria, é interessante também observar quando grandes plataformas abrem caminho para que pequenos empreendedores cresçam seus negócios. É o caso, por exemplo, do Mercado Livre. O site de vendas anunciou no final de 2021 que criaria o Mercado Livre Live, sua versão da modalidade já conhecida mundialmente de Live Commerce.


O conceito de Live Commerce não é novo. Desde as famosas propagandas da Polishop no início dos anos 2000, a ideia de vender um produto em uma transmissão ao vivo já foi internalizada na mente dos brasileiros. E não à toa! Não são poucos os estudos que mostram que o impacto de um vídeo, aos olhos de um consumidor, é significativamente maior do que o de uma foto ou imagem estática. 


Quando se soma ainda o fato de ser ao vivo, a credibilidade do anunciante salta exponencialmente, já que mostra real segurança da funcionalidade do produto anunciado. E que melhor momento para entrar no fluxo do Live Commerce do que agora, com as lives nas redes sociais tão presentes no cotidiano brasileiro?


A estratégia, já adotada anteriormente por empresas como a Amazon (que lidera a corrida nos EUA), pode se tornar uma oportunidade de ouro para os microempreendedores individuais que optam por anunciar seus produtos no Mercado Livre. Estima-se que, com a jogada da plataforma, os MEI tenham fortes possibilidades de crescimento em seus respectivos mercados, como mostram os dados do Research and Markets, que apontam que até 2027 o Live Commerce terá movimentado 600 bilhões de dólares em escala mundial. E a maior parte desse dinheiro virá exatamente das taxas porcentuais pagas pelos anunciantes a cada venda realizada, gerando assim uma relação ganha-ganha entre plataforma e comerciante.


Seguindo a linha do live commerce, a pandemia também trouxe à tona o casal Nubia e Thonnys, que abriu uma revendedora de vinhos e utilizou a modalidade para discutir sobre seus produtos e, claro, vendê-los. Mas, antes de falar das lives, vamos à história deles e de seu empreendimento.


Apesar da deficiência visual, que é comum aos dois, juntos eles criaram a Avintura Vinhos Finos, uma revendedora de vinhos que passa pela curadoria de ambos. O negócio, que já vinha crescendo entre os amigos, passou a decolar em dezembro de 2020, quando Freitas e Moraes tiveram a ideia de criar kits promocionais com vinhos selecionados e comidas típicas do estado onde residem, o Pará, que harmonizaram bem com as garrafas selecionadas. A partir de então, a recém-aberta MEI já passou a faturar alto, tendo sido de 10 mil reais o faturamento de dezembro daquele ano.


Ainda que a interação do casal com a tecnologia pudesse ser dificultada, eles ousaram em criar a "Decanta", uma apresentação feita por livestream nas redes sociais em que eles performam musicalmente: Moraes nos instrumentos e Freitas na voz. E, claro, além do entretenimento, eles aproveitam para mostrar seus produtos à audiência. Isso mostra, mais uma vez, como a criatividade pode prevalecer diante de situações adversas, internas ou externas a nós, como uma deficiência, debilidade qualquer, ou mesmo uma pandemia.


Por fim, o caso da parceria entre Riachuelo e Clorent merece integrar este artigo. Assim como Johanna, do Gato sem Rabo, mostrou que é possível unir paixão a lutas relevantes para a sociedade, a Clorent veio como uma potencial ferramenta contra a poluição desenfreada gerada pela indústria da moda. Esta, hoje é responsável, de acordo com relatórios da Fundação Ellen Macarthur referência em economia circular por cerca de 8% do gás carbônico enviado à atmosfera, além de aproximadamente 500 bilhões de dólares em descartes de roupas em aterros. 


Pensando em ajudar a frear esses números, Ana Teresa Saad e Eduarda Ferraz criaram a Clorent, um serviço de aluguel de roupas, o qual integra um mercado que, de acordo Luisa Santiago, líder da Fundação Ellen Macarthur, até 2030 terá gerado em torno de 700 bilhões de dólares. Isso se torna, então, uma clara oportunidade para aqueles que pensam em empreender com moda sem gerar impactos severos ao nosso planeta, além de facilitar o consumo consciente.


E como funcionou a parceria com a Riachuelo? O serviço oferecido nessa união consistiu em três categorias de aluguéis de peças da grande varejista: aluguéis avulsos, mensais por assinatura, ou de malas de viagem. Enquanto o primeiro permite que o cliente fique com as roupas de quatro a 30 dias, no segundo caso a pessoa poderá alugar três peças da loja a cada 30 dias; já a mala de viagem é exatamente o que parece: um aluguel de roupas para uma viagem, pelo período de 15 dias. 


A grande relevância desse caso é perceber que iniciativas como a criação da Clorent e a posterior participação da Riachuelo nesse negócio mostram o grau de inovação e comprometimento que será tendência neste ano e nos próximos. É necessário tirar uma ideia do papel e tornar um sonho real, sim; mas é necessário, tanto quanto isso, manter os olhos atentos às demandas sociais que regem muito das tendências empreendedoras. Só assim será possível manter-se sempre atualizado e relevante no mercado.


Nos casos acima, vimos excelentes iniciativas de negócios que souberam se reinventar. Comodidade, presença digital, parceria e sustentabilidade foram as palavras-chave para eles, as quais foram também características cruciais para que pudessem se sustentar ou mesmo nascer em tempos tão difíceis. 

 

Mas não pense que essas são as únicas saídas para MEIs- não mesmo! Há muito mais ideias e insights que você pode encontrar para o seu negócio no nosso novo Guia de Tendências do Sebrae 2022-23. Não deixe de conferir!


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Neste artigo, você visualizou exemplos relacionados às seguintes tendências: 

A coleção completa de tendências 2022-23 está disponível no site de Tendências do Sebrae.

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