Estive no evento promovido pela ACREFI, com o título Crédito e Cobrança Impacto das Inovações Tecnológicas e Legais, entre os participantes conclui que houve um consenso sobre a principal figura nesta relação, seja uma Pessoa Física ou Pessoa Jurídica.
Como já tenho um bom tempo de estrada, fiz algumas regressões, e conclui que os profissionais que se apresentaram foram unânimes em afirmar que ninguém deixa de cumprir as suas obrigações por livre e espontânea vontade.
Muitos alertas foram apresentados, e, muito mesmo, do que se apregoa hoje já se praticava no passado. Hoje, o marketing alerta para a necessidade de estar próximo do seu cliente, de entender as suas necessidades, alertando que o Cliente é o Oxigênio do seu Negócio!
Sempre foi, a grande diferença, em minha modesta opinião é a intenção, e sabemos que o produto do Mercado Financeiro é Dinheiro, ou Crédito. E claro, é preciso estabelecer lastros de que o recurso voltará, com os acréscimos acordados.
Em outros tempos, o algoritmo era a experiência do profissional de crédito, que, através de documentos contábeis financeiros confiáveis, um cadastro comercial atualizado com informações das relações com fornecedores, clientes, entidades financeiras, e observem, informações externadas pelos clientes.
A confiança nas informações era total, e claro, o profissional desenvolvia uma expertise na veracidade destas informações e, se necessário, fazia um trabalho de campo, aonde quer que precisasse investigar as informações, e claro, o comportamento anterior no desenvolvimento e pontualidade, nas operações anteriores, dos clientes.
E observem que toda esta operação era transparente e todos estavam cientes e aprovavam os métodos, pois o principal era a garantia para todos compradores e vendedores.
Qualquer situação de inadimplência era exaustivamente negociada com os clientes, pois todos passavam por alguma situação pontual, e nestes casos, este momento não classificava o cliente como mal pagador.
Estabelecer critérios e procedimentos é a receita para se conquistar um excelente tomador de recursos, acompanhar efetivamente o cliente, seja pessoa física ou jurídica em suas ações, fará com que a qualidade desta relação se fortaleça e todos ganhem.
Lamentavelmente, se adotam critérios e classificam os clientes por uma operação específica e não consideram que, exatamente neste momento, ele pode estar precisando de um apoio maior e diferenciado.
Na minha opinião, foi um erro a criação de empréstimo consignado, uma medida popular e interesseira, que levou famílias ao caos, pois, são graves as questões dos desempregados, e com a ausência de geração de renda, muitas famílias passaram a utilizar esta linha de crédito, inicialmente como tampão para esta situação, tornando-se permanente, o que ocasionou um quadro irreversível de caos e endividamentos.
Da mesma forma para a Pessoa Jurídica foram criadas linhas de créditos, com facilidades, mas não se observou adequadamente a Gestão dos Negócios, as Informações são genéricas, e os profissionais não têm a necessária expertise, experiência e vivências em campo, muito menos autonomia, para tomar decisões!
O Fio do Bigode nos ensina!
A proximidade com a Carteira de Clientes é mais do que o registro de um CPF ou um CNPJ, é acompanhar o planejamento, o crescimento, a evolução dos negócios, enfim, comemorar a participação nas conquistas dos clientes.