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Qual a diferença entre Negócios de Impacto e os princípios de ESG?

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Qual a diferença entre Negócios de Impacto e os princípios de ESG?
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Criado em 16 JUN. 2021
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Há alguns anos percebemos um grande movimento de empresas e negócios buscando soluções para as questões que envolvem a economia, o meio ambiente e a sociedade. E posteriormente percebeu-se que estes três eixos são intimamente interligados tanto em Negócios de Impacto quanto em empresas que assumiram os princípios de ESG.

O conceito de Negócios de Impacto tem sido amplamente divulgado nos últimos 5 anos no Brasil, principalmente em seleções de startups, projetos e ideias que tenham como propósito resolver um problema ou uma demanda da sociedade, como negócio. Há um ecossistema se consolidando em busca de inovações que estejam atreladas ao impacto que as soluções possam gerar na sociedade e no meio ambiente, sem abrir mão da rentabilidade. Existem Negócios de Impacto que nasceram apenas com o propósito de solucionar uma questão socioambiental e fazem parte de uma carteira de investimentos bem alta. 

Os princípios ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) ou em português ASG (Ambiental, Social e Governança) se referem aos ativos intangíveis das empresas e que representam uma crescente no valor agregado das empresas. São práticas de Gestão Sustentável em que as empresas valorizam o meio ambiente, a sociedade e a própria gestão, e que investidores e fundos de investimentos se pautam nestes três critérios para optar por aplicar os recursos.

A discussão sobre estes dois assuntos não se esgota aqui, é muito ampla e repleta de possibilidades, e ambas passam pelo que hoje conhecemos por ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, seja pelos objetivos, pelas metas, ou no caso do ESG, pelos indicadores dos ODS. E, trata-se de um campo infinito para inovações em ambas aplicações, seja nos Negócios de Impacto, seja pelas empresas que aderiram ao ESG.

Historicamente havia uma distinção entre negócios e empresas, como temas díspares. A princípio tratávamos por questões de Responsabilidade Social ou SRI - Sociallly Responsible Investing, que se pautou e ainda se pauta no tripé da sustentabilidade: economicamente viável,  ambientalmente correto e socialmente responsável e faziam parte de critérios de alguns concedentes de empréstimos e financiamentos para grandes empresas. Em meados de 2000 a ONU lançou mão dos ODM - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, eram 8 objetivos internacionais que visavam o desenvolvimento dos itens do tripé da sustentabilidade, em que vários países se tornaram signatários. Eram objetivos para os 15 anos seguintes. Em 2015, eles foram substituídos pelos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em que temos 17 objetivos principais, 169 metas e 241 indicadores sugeridos, todos interligados. São os objetivos que compõem a Agenda 2030, que prevê o desenvolvimento de Pessoas, do Planeta, a Prosperidade, de Parcerias, e da Paz.  

Então, com relação à questão: qual a diferença entre Negócios de Impacto e os princípios de ESG? 

Lhe digo, na minha opinião a diferença inicial e básica (esta definição não se esgota aqui, ok?) se aplica ao propósito pelo qual o negócio nasceu. Se ele surgiu de uma necessidade de mercado, e tem em seu propósito, sem seu cerne, o impacto que ele gera no meio ambiente ou na sociedade, ele é um Negócio de Impacto.

Se ele nasceu de uma necessidade de mercado, e a empresa assumiu a sua responsabilidade e preocupação com critérios rígidos de governança, e de gerir os impactos que gera na sociedade e no meio ambiente, ela pode se enquadrar nos princípios de ESG.

O importante a dizer, é que os dois tipos de negócios tem muito mais chances de auferir investimentos pois tais critérios fazem parte da carteira de muitos fundos de investimentos e investidores. 

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Silviane Del Conte Curi
Especialista em modelagem e estratégias de negócios e em negócios de impacto e ESG. Analista de projetos de inovação e impacto na Inpar Soluções, Mentora Hack Brazil, 2018/19; InovAtiva Brasil 2016/20; Aliança Empreendedora 2017/19. Agente InovAtiva, 2015/19. Avaliadora: MIT Inclusive Innovation 2018/20; Sinapse PRfavorite_outline Seguir Perfil
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