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Método OSAR - para ousar e construir resultados que realmente importam

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Método OSAR - para ousar e construir resultados que realmente importam
Criado em 17 MAR. 2022
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Conta-se, embora haja quem questione, que certa vez, Albert Einstein, proferiu:


Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.


Essa é uma frase muito utilizada sob a intenção de evocar algum tipo de mudança no curso das ações afim de se obter resultados que estejam mais consistentes e coerentes com o que se deseja.


Se a ação é a alavanca para qualquer mudança ou transformação nos resultados, precisamos então investigar:

Quais são os fatores que conduzem o indivíduo a atuar de uma ou de outra forma?


A partir dessa reflexão, Rafael Echeverria, sistematizou um modelo para nos ajudar nessa investigação que é denominado modelo OSAR (Observador, Sistema, Ação e Resultado), base para a prática do coaching ontológico.


O modelo propõe uma ênfase no resultado como forma de avaliar a vida que queremos. E sob essa perspectiva, uma transformação é resultado, bem-estar também é resultado.


Vejamos agora como desencadeia o caminho de aprendizagem a partir do modelo:


Aprendizagem de primeira ordem

Se estamos satisfeitos com as consequência de nossas ações, ou seja nossos resultados, isso nos inclinará a manter o curso do que temos feito até agora, o contrário, ou seja, se os resultados são ineficazes ou não satisfatórios, buscaremos uma forma de intervir para modificá-los segundo nossa expectativa.

Dessa maneira, nos fazemos perguntas como:

  • O que devo (ou não devo) fazer para obter um resultado diferente?
  • O que fiz (ou não fiz) para conseguir um resultado diferente?

Porém, se buscamos aprender em outros níveis, mudar as ações não é inteiramente suficiente.


Aprendizagem de segunda ordem

Neste ponto do modelo buscamos compreender quais os fatores que nos levaram ou nos levam a atuar da maneira como fazemos. E, ainda, o que condicionou o nosso atuar.

Encontramos na raiz das nossas ações dois tipos de condicionantes: condicionantes visíveis e condicionantes ocultas.


As condicionantes visíveis que são fatores relativamente fáceis de se identificar como por exemplo: 

  • A predisposição biológica;
  • As nossas competências e capacidade de aprender; 
  • A utilização de ferramentas, instrumentos ou tecnologias e até;
  • Os fatores emocionais que influenciam a nossa maneira particular de atuar e estar no mundo. 

O outro tipo, são as condicionantes ocultas, que remete a investigar mais profundamente quem é o observador e o sistema ao qual pertence.


Em uma parte de um de seus poemas, William Blake, comenta: O olho alterado tudo altera.


Quando somos capazes de alterar o nosso olhar, e o tipo de observador que somos, a partir de novas distinções que fazemos sobre as coisas e a vida, estamos realizando um aprendizado de segunda ordem. A partir desse novo olhar, novas distinções e interpretações podemos realizar ações que antes não seriam possíveis.


Aprendizagem transformacional

As novas possibilidades de percepção, em função da alteração na nossa forma de olhar o mundo, promove em nós certas mudanças que podem ser desde mais superficiais até as mais profundas.


Por um lado, somos o resultado dos sistemas sociais que nos constitui enquanto, por outro lado podemos perceber que nossas ações afetam esses mesmos sistemas que nos constituem.


Assim, uma mudança mais profunda, consiste em mudar nosso sistema (nosso núcleo duro) moldado por nossas distinções, juízos, emoções, postura, que são formados a partir dos espaços relacionais que habitamos como: a empresa, família, o bairro, a escola, o ambiente social etc.


Ao mudarmos o observador que somos e o sistema em que habitamos estamos promovendo em si uma aprendizagem transformacional, dando-se conta de novas possibilidades de atuação no mundo.

Reflexões finais:

  • Nem sempre é possível promovermos a mudança que desejamos, somente no âmbito da ação, muitas vezes, precisaremos explorar novos territórios, observador e sistema;
  • Mudar a minha forma particular de observar o mundo requer um mergulho dentro de mim que, muitas vezes, pode ser facilitado com o apoio de um profissional;
  • Me expressar nos sistemas em que habito, apropriando-me do tipo particular de observador que sou, pode gerar rupturas;
  • Até que ponto estou disposto a trabalhar as mudanças em mim para perceber e promover mudanças que desejo em meu entorno?


E você, já sabia do método OSAR? Nos conte sua experiência.

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Andre Porto Madruga
André é um peregrino que busca realizar sua singularidade em seu caminho evolutivo. Consultor de empresas com foco em finanças e gestão, possui uma carreira de mais de 18 anos com passagens por grandes empresas e consultorias multinacionais, onde participou de mais de 100 projetos de Transação Corporativa (Fusões e Aquisições - Due Diligence) assessorando empresas e fundos de investimento. Coach ontológico e constelador sistêmico, desenvolvendo processos de coaching e mentoria junto a indivíduos, grupos e iniciativas de negócios com significado.favorite_outline Seguir Perfil
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