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O que ganhamos com a igualdade de gêneros?

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O que ganhamos com a igualdade de gêneros?
Criado em 08 MAR. 2021
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Por muito tempo a sociedade dividia as tarefas entre os gêneros masculino e feminino. Sendo que à mulher cabia cuidar dos afazeres da casa e da educação dos filhos. Aos homens, o trabalho fora do lar para gerar renda para família, bem como as funções de liderança na sociedade.

Mas as mulheres não aceitaram simplesmente a imposição do que elas poderiam ou não fazer. Há algum tempo, já entendemos que as características biológicas dos sexos não definem qual é o melhor profissional para essa ou aquela função. Tão pouco, tiram dos homens a necessária função de cumprir igualmente com as atividades relativas à família e dos afazeres do seu lar.

No III trimestre de 2020 haviam 8,6 milhões de mulheres donas de negócio aqui no Brasil. Embora em grande volume, representando 45% de todos os donos de negócios existentes no nosso país, quando a gente compara a realidade das mulheres donas de negócio com a dos homens donos de negócios, ainda notamos disparidades como:

  • As mulheres têm maior grau de escolaridade
  • As mulheres são empreendedoras mais jovens
  • Elas ganham menos dos que os homens
  • Elas trabalham mais sozinhas (por conta própria)
  • As mulheres trabalham menos horas no negócio
  • Estão há menos tempo na atividade atual
  • 49% delas são chefes de domicílio
  • As mulheres ainda empregam menos (menor proporção de empregadoras e menor número de empregados)
  • Os negócios femininos têm estruturas mais simples
  • As mulheres contribuem mais à previdência

E parênteses, já que estamos na Comunidade de Negócios em Turismo:

As mulheres também trabalham mais no setor de serviços, com destaque para as atividades de alojamento e alimentação. Essas atividades são carros chefe dos negócios de turismo, que juntos correspondem a algo em torno de 80% da cadeia produtiva do setor!

Por esses dados, podemos evidenciar que a busca pela igualdade na sociedade é uma luta feminina justa e necessária, que marca o dia 8 de março Dia Internacional da Mulher.

Muito já foi alcançado neste sentido, mas estamos longe de viver um mundo ideal no que diz respeito à igualdade de gênero. Com destaque para o fato de que, no mercado de trabalho brasileiro, apesar do maior nível de escolaridade e de desempenhar as mesmas funções que os homens, as mulheres ainda recebem salários inferiores.

Com todas as adversidades, num ambiente em que ainda reside muito preconceito e machismo, elas demonstram ter coragem e disposição para encarar barreiras econômicas e sociais.

 

Mas, será que é só uma questão de gênero e de igualdade social, ou há também outras vantagens no equilíbrio dos gêneros nas organizações?

 

Será que as empresas com lideranças femininas têm melhores resultados?

A resposta certa é: SIM!

De acordo com o Mckinsey Study, as empresas com lideranças femininas têm um resultado operacional 48% maior e uma força de crescimento no faturamento 70% maior.

Ou seja, outra vantagem do movimento pela igualdade de gêneros é o resultado das empresas. Neste estudo, observa-se a relação direta entre o número de mulheres nas empresas nos cargos de liderança e a performance de melhores resultados.

 

Mulheres perseguem mais oportunidades!

Segundo o estudo da Mackinsey, mulheres costumam dar mais importância para as novas oportunidades de crescimento, tomando a iniciativa de forma mais rápida e buscando por mais resultados.

A ocupação de cargos de liderança pelas mulheres é também uma forma de representatividade. As líderes inspiram e viram referência para outras mulheres, fazendo com que elas passem a acreditar mais em si mesmas e enxerguem a possibilidade de também serem líderes, crescerem em suas carreiras e ocuparem cargos altos em uma hierarquia.

Isso também rompe com os padrões culturais que têm acompanhado as sociedades ao longo do tempo. As líderes, ao assumirem determinadas atitudes, podem desconstruir estereótipos e comportamentos que, em muitos casos, são impostos às mulheres.

 

Mulheres são mais capazes de se adaptar a mudanças tecnológicas

Um estudo do Bank of America identificou que 33% das mulheres empresárias usam um dispositivo móvel para processar transações financeiras digitais, em comparação com 26% dos homens. Mais mulheres também estão usando dispositivos móveis para aceitar pagamentos de clientes (71% a 65%), para emitir reembolsos (29% a 19%) e até mesmo para pagar funcionários (19% a 14%). (Fonte: OhioCPA/Bank of America).

Ou seja, as mulheres são também mais capazes de se adaptar a mudanças tecnológicas. Essa afirmação também pode ser evidência ao observar que o percentual das empreendedoras que vendem pela internet, fazem uso das redes sociais, inovam em produtos e serviços, bem como na entrega por delivery, é superior ao de empresários do sexo masculino. (fonte: Sebrae/FGV)

Essa vantagem das mulheres diante dos empresários também foi verificada no uso do delivery e nas mudanças desenvolvidas em produtos e serviços.

As mulheres empreendedoras demonstraram maior agilidade e competência ao implementar inovações em seus negócios. De acordo com o levantamento, a maioria das mulheres (71%), faz uso das redes sociais, aplicativos ou internet para vender seus produtos. Já o percentual de homens que utilizam essas ferramentas é bem menor: 63%.

Assim, é possível afirmar que as empresas que encaram modificações frequentemente, como as que vivemos nos dias de hoje, quando têm mulheres no papel de líderes, tendem a lidar mais facilmente com os obstáculos.

 

São inúmeras as vantagens proporcionadas pelo equilíbrio da diversidade. Com homens e mulheres em quantidade bem distribuída, num ambiente de maior equidade, permite-se também diferentes perspectivas sociais, contribuindo para decisões mais justas dentro das organizações.

 

O convite então é para que juntos, homens e mulheres, sigam na luta pela igualdade, pela a ruptura do machismo e do preconceito. Os números e pesquisas já confirmam, com mais entendimento e equilíbrio chegaremos ainda mais longe como sociedade!

 

Fontes:

Pixabay (foto de capa)

SEBRAE (2021), Empreendedorismo Feminino no Brasil

MCKINSEY & COMPANY (2020), Women in the Workplace 2020

OHIOCPA (2018), Women adapt to ney tech faster than men

BANK OF AMERICA BUSINESS ADVANTAGE (2018), Women Business Owner Spotlight

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Patricia Albanez
Coordenadora Estadual de Turismo do SEBRAE-PR. Graduada em Turismo, UFPR, 2004. Pós-graduada em Planejamento e Gestão de Negócios, FAE Business School. Pós-graduada em Varejo e Gestão de Shopping Center, na Universidade Positivo. Anteriormente foi Assessora técnica da Coordenadoria de Planejamento Turístico da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná; Professora no curso superior de Turismo da Universidade Federal do Paraná e trabalhou na Disney World, em Orlando ¿ Flórida ¿ EUA.favorite_outline Seguir Perfil
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