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O educador analógico vs Aluno digitais

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O educador analógico vs Aluno digitais
Criado em 24 JUN. 2020
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ATENÇÃO: Se em algum momento lembrar de algum fato sobre a sua integração a tecnologia, parE de ler O TEXTO vá nos comentários compartilhar a sua história, combinado?

Até o final desse artigo trataremos sobre:

Como despertar o interesse da criança por um conteúdo que o educador precisa transmitir se o público alvo do educador (as crianças) não se interessa por Livros?

Na minha infância o meu pai adquiriu um curso do instituto universal, quando ele foi postar uma carta nos correios, muitos leitores desse artigo, perguntará o que é isso? Esse era o método de EAD (Ensino A distância) antes da internet.

Parecia loucura, porém com uma boa interpretação de texto e seguindo fielmente as instruções, foi possível montar um pequeno rádio. Naquela época era programado para que as correspondência chegasse aos alunos de tempo em tempo, permitindo assim o desenvolvimento do conhecimento e essa espera pelas informações poderia levar até 20 dias.

  • Fundado em 1941, o Instituto Universal Brasileiro constituiu-se no maior difusor de cursos profissionalizantes a distância do país, no século XX. chegou a oferecer cerca de 30 tipos de cursos profissionalizantes e supletivos por correspondência.

Logo após houve um grande salto nesse processo de aprendizagem, afinal o milênio acelerou o processo do conhecimento e tivemos contato com o telecurso 2000, permitindo assim fazer o supletivo ou reforço, as 6 horas da madrugada.

Na verdade esse programa já existia dês de 1978, transmitido pela manchete, 

Abertura telecurso - clássica - Rede Globo - YouTube

  • A alta taxa de analfabetismo observado na época, levou a criação de programa alfabetização em massa.

Mas isso não parecia ameaçador para o ensino tradicional, afinal ainda a BARSA, a famosa enciclopédia idealizada pela britânica Dorita Barret era a fonte de consulta obrigatório para qualquer trabalho em grupo, que nesse processso de provar o seu conhecimento copiavamos em papel almaço as informações afim de ganhar uma nota 10.

Até a chegada do computador, mesmo com um laboratório de informática na escola, nunca tive a oportundade sentar na frente daquele equipamento, pois faltava a instalação elétrica, E QUANDO ENFIM A REFORMA DA ESCOLA ACABOU, eu já tinha concluido o ensino médio.

Fui para o mercado de trabalho formal sem ter o curso de digitação ou tatilografia, sim isso era um grande diferencial na época. 2 anos depois juntando muita moeda, consegui comprar  o meu primeiro computador, no qual paguei R$ 1.710,00 com os devidos descontos à vista, afinal na época pagar à vista garantia um gordo desconto.

Hoje parece barato, mas não na época, no qual o salário mínimo ERA A FORTUNA de R$240,00.

Agora sim, tinha acesso a informação, só que não... pois teria que aguardar final de semana após as 00 hs (meia noite), para ter acesso a incríveis 56 Kbps  de internet, e por uma pequena fortuna dos minutos de telefone, isso mesmo não era plano como o de hoje, você se conectava e era cobrado por minuto e no final do mês descobria o valor, que em grande parte causava intriga em familia.

7 anos me graduei e 2 anos após especializei e surgiu a oportunidade de atuar no ensino à distância de cursos de graduação, na grande parte dos cursos nessa modalidade não tinha nenhuma turma formada, ou seja, como podemos dizer nos dias atuais em MVP ou como projeto piloto.

A minha formação teve a inclusão de muitas tecnologias, no qual não tive limitações para adaptar-me,  porém não é a realidade de grande parte dos profissionais que ainda atuam no mercado.

Parte dos educadores da ativa , são da geração X (que nasceram entre 1965 e 1981), no qual a tecnologia de ponta da época era o ensino por correspondência e tiveram que por força de vontade ou maior, adaptar-se a não mais usar a transparência.

No livro Crescimento e desenvolvimento Humano a professora Cássia Regina Palermo Moreira afirma:

Muitos costumes e tradições são edicados sobre conhecimentos populares, em muitos casos, passados de geração para geração e bastante sujeitos a regionalismos.

É comum encontrar educadoras ensinando 2 ou 3 gerações, ou seja, ensinou a mãe após alguns anos: a aluna, agora já mãe, leva seus filhos para receber o ensino pela mesma professora. Sendo que essa educadora usa o mesmos método de sua formação escolar adaptado com conhecimento absorvido em formações contínuas e também o conhecimento Tácito da profissão.

No entanto a inserção da tecnologia impacta diretamente nesse hábito de reprodução do método de ENSINAR E APRENDER, pois com a chegada da tecnologia muitos desses educadores ANÁLOGICOS estão de frente com alunos que tem alta interação com outras fontes de informações e são totalmente DIGITAIS segundo a pesquisa da agência brasil TIC Kids 70% a 80% das crianças brasileiras estão conectadas, demandando assim uma forte energia dos educadores em transmitir conhecimento a crianças que já tem acesso a mídias digitais e exerce o seu poder de escolha do que assistir, ouvir ou interagir por meio de jogos, redes sociais e portais de entretenimentos.

Mídias que as crianças mais acessam: como Kidzworld, GromSocial, Club Penguin, Yoursphere, GiantHello, etc e muitos educadores não sabem nem pronunciar o nome dessas mídias, ai surge um grande problema:

Como despertar o interesse da criança por um conteúdo que o educador precisa transmitir se o público alvo do educador (as crianças) não se interessa por Livros?

Mas ainda foi possível evitar o avanço da tecnologia até MARÇO DE 2020  afinal o ensino público em muitas localidade ainda existe sem a tecnologia. Agora qualquer educador deve usar a tecnologia para realizar as suas atividades.

Mas como ajustar a prática de ensino para educação?

O professor  não é mais detentor do conhecimento, alias não chamamos mais de professor e sim de EDUCADOR.  Ele sim assume a figura de um facilitador, ou seja, ele deve considerar os saberes e vivência do educando e qual estratégia usar para despertar o interesse ao assunto que o educador precisa apresentar.

Por exemplo: digamos que em uma sala de aula temos crianças interessadas em Música, esporte e desenho em quadrinho e o educador tem que lecionar sobre história, para envolver todos da sala, o educador pode usar as seguintes estratégias:

1º Identificar os interesses e criar associações com o conteúdo, por meio de contos de histórias;

2º use a tecnologia a seu favor como por exemplo: imagens e vídeos, para despertar os interesses de todos e identificarem que o assunto tem muito haver com a realidade atual;

3º Desenvolver aula participativa, com questionamentos e trabalhos em grupos, permitindo que desenvolva os comportamentos e interação entre todos (usar a andragogia); 

4º Gere desafios: Segundo Chris Anderson o cérebro entre em estado de stand buy após 5 minutos em uma aula ou palestra, por esse motivo é necessários gerar atividades que mantenha o cérebro ativo para absorver o conteúdo, por meio de perguntas desafiadoras para tal fase, atividades práticas ou de pesquisa.

A aula deve ser participativa e com a construção do conhecimento coletivamente, no qual o EDUCADOR assume o papel de facilitador no processo de ensino aprendizagem.

E VOCÊ O QUE LEMBROU DA SUA FORMAÇÃO OU DAS ADAPTAÇÕES QUE TEVE QUE FAZER DURANTE A SUA JORNADA COMO EDUCADOR? COMPARTILHE ABAIXO...

 

 

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Thiago Gomes Maria
Possui graduação em Administração de empresas e Ciências contábeis, com 3 especialização: Gestão contemporânea de pessoas; Gestão da Qualidade e processos e Gestão de projetos, e 2 formações livres Profissional & Self coach e Perícia judicial; Atua como consultor, professor e palestrante desde 2008, nesses 15 anos de atuação, atendeu mais de 700 empresas em diferentes segmentos e estruturou mais de 30 franquias. Com mais de 10 mil horas de atuação em consultoria e 5600 horas em treinamento gerou o reconhecimento de profissional com elevada competência de gestão sistêmica e visão estratégica, sendo fundamental para alcançar excelentes resultados. favorite_outline Seguir Perfil
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