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Na dificuldade, busque antifragilidade

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Na dificuldade, busque antifragilidade
Criado em 29 DEZ. 2022
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Vivemos em um mundo de constantes transformações e a volatilidade deixou de ser um fator presente apenas na vida pessoal. A incerteza também é constante no ambiente corporativo, uma única decisão pode afetar uma gama de projetos, pessoas e prazos. Diante das mudanças, é preciso ter o que chamamos de resiliência profissional. Porém, é preciso ser mais do que resiliente: é aí que entra a antifragilidade.


Segundo o professor e criador do termo, Nassim Nicholas Taleb, a antifragilidade é uma habilidade comportamental e, portanto, trata-se de uma soft skill. Esse termo designa todo o conjunto de habilidades e competências relacionadas ao comportamento humano, consideradas essenciais para que um profissional alcance seus objetivos profissionais e saiba trabalhar em equipe. Por isso, mais do que o conhecimento técnico, as soft skills são vistas como as habilidades mais interessantes para conseguir um novo emprego. 


A antifragilidade, por sua vez, é vista como a "soft skill do futuro", essencial para se adaptar a momentos de crise. Isso porque essa habilidade está relacionada à capacidade de enxergar oportunidades em momentos adversos. Contudo, a antifragilidade, não existe sem a resiliência. 


Ser resiliente é manter-se calmo e focado em períodos de crise e instabilidade. A antifragilidade dá um passo à frente em relação à resiliência: ela traz não apenas a tranquilidade em períodos de crise, mas a proatividade para analisar a situação e pensar em uma solução para ela.  


Por isso, ter resiliência e estimular a antifragilidade no ambiente de trabalho tem cada vez mais mostrado a sua importância, afinal, nem tudo se resolve com conhecimento técnico. De maneira geral, as soft skills têm mostrado ao que vieram, pois toda e qualquer empresa, independente de seu tamanho, está exposta e enfrenta desafios todos os dias, o que pode se tornar desgastante. 


Por mais que essas características nem sempre estejam presentes em todos, elas podem ser desenvolvidas. Então, para que você comece já o seu processo de desenvolvimento, hoje vamos explicar a importância de ser um profissional resiliente e antifrágil.



O que é antifragilidade?



O conceito "antifragilidade" foi criado em 2012 pelo professor do Instituto Politécnico da Universidade de Nova York, o líbano-americano Nassim Nicholas Taleb. Segundo ele, a antifragilidade pode ser definida como "algumas coisas se beneficiam de choques; eles prosperam e crescem quando expostos à volatilidade, aleatoriedade, desordem e fatores estressantes e amam a aventura, o risco e a incerteza. No entanto, apesar da onipresença do fenômeno, não há palavra para o exato oposto de frágil. Vamos chamá-lo de antifrágil. A antifragilidade está além da resiliência e robustez. O resiliente resiste a choques e permanece o mesmo; o antifrágil fica melhor". 


De modo geral, falar de antifragilidade não significa evitar o erro, pois ele faz parte do aprendizado. Na verdade, trata-se de encará-lo como uma oportunidade para o crescimento pessoal e profissional.


Um exemplo do significado de antifragilidade é o caso do Japão, país que passou por muitas guerras, desastres naturais e, hoje, é a 3ª maior economia do mundo.


Nas organizações, por exemplo, a antifragilidade pode ajudar a proteger uma empresa dos grandes desafios. Isso acontece porque, caso os colaboradores sejam antifrágeis, é provável que eles aprendam mais rápido com os pequenos erros e sejam menos surpreendidos pelo clima caótico e desordenado que envolve grandes problemas internos ou externos.



Antifragilidade nas empresas: principais características



De acordo com um estudo de 2021 da Deloitte, as principais características das empresas antifrágeis são: adaptabilidade, confiabilidade, colaboração e responsabilidade. 


  • Adaptabilidade: quando a empresa consegue adaptar seu quadro de colaboradores quando necessário, permitindo que eles se candidatem para cargos diferentes e assumam funções diferentes das quais eram acostumados quando entraram na empresa;


  • Confiabilidade: empresas antifrágeis focam na construção da confiança entre pessoas, investidores, comunidade e fornecedores;


  • Colaboração: as empresas antifrágeis buscam a horizontalidade, ou seja, buscam o diálogo e a parceria entre diversos setores da empresa para atingir um objetivo em comum; 


  • Responsabilidade: empresas antifrágeis apoiam a sociedade e também seus colaboradores, mantendo-os seguros e dando recursos para que eles cuidem de si mesmos e se preparem, intelectual e emocionalmente, para enfrentar grandes desafios.



Como desenvolver a antifragilidade


Segundo o professor Taleb explica em seu livro Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos, a antifragilidade é uma habilidade e, portanto, pode ser desenvolvida a partir de uma série de hábitos diários. Ele diz que para ser anti-frágil, devemos: 

  • Seguir regras simples; 

  • Resistir a qualquer impulso de suprimir a aleatoriedade; 

  • Certificar-nos de que estamos nos dedicando ao objetivo; 

  • Experimentar correr riscos pequenos 

  • Evitar correr aqueles riscos que colocam o objetivo em perigo; 

  • Impedir de sermos consumidos por dados; 

  • Manter nossas opções abertas; 

  • Concentrar mais em evitar o que não funciona do que em descobrir o que funciona; 

  • Procurar hábitos e regras que existem há muito tempo. 



Antifragilidade X Resiliência


Com base na definição de Taleb, fica claro que a antifragilidade não existe sem a resiliência, embora esta última possa existir sem a primeira. A diferença é, enquanto a pessoa resiliente apenas resiste à dificuldade e segue na mesma direção, sujeita a cometer os mesmos erros que a levaram a um período de dificuldade, o profissional antifrágil busca analisar a crise para solucioná-la de uma vez por todas, superando a possibilidade de incorrer no mesmo erro futuramente.


Na prática, o profissional resiliente pode resistir à pressão por mais tempo, mas também pode esmorecer e se "quebrar" no período de dificuldade. Já o antifrágil tem a capacidade não apenas de lidar com a pressão, mas também se adaptar às mudanças geradas pela crise, revisar seus erros, se transformar e evoluir como pessoa e profissional.



O que é resiliência profissional?


Apesar de a antifragilidade ser a soft skill mais desejada pelas empresas atualmente, não se pode falar dela sem citar a resiliência profissional. 


A resiliência nada mais é do que a capacidade de se manter firme! Como assim? Diante de situações desafiadoras, o profissional irá superá-las com êxito, sem se perder psicologicamente falando, a fim de prosperar. 


Adquirir um psicológico forte é fundamental para saber lidar com desafios, afinal todos nós estamos fadados aos impactos de decisões - boas ou ruins - tomadas pelas pessoas ao nosso redor. Isso é impacto da vida cotidiana.


Basicamente, resiliência se trata de positividade e confiança, a partir do momento que um profissional entende isso ele passa a enxergar grandes desafios com outros olhos, o que antes era um problema, hoje é uma grande oportunidade. 


Essa skill está ligada diretamente ao desenvolvimento pessoal, como a gente viu, ela está muito ligada ao equilíbrio emocional e um bom estado mental. 


Entender que a resiliência ajuda um profissional a superar todos esses momentos desafiadores, encarando-os e se mantendo com a cabeça erguida sabendo que no final tudo dará certo. 



Porque a resiliência é importante no trabalho?


Ter essa característica na sua lista de skills mostra a recrutadores, por exemplo, que você é capaz de enfrentar diferentes situações, sabendo responder da maneira mais adequada a cada uma delas. 


Saber destacar suas qualidades aumenta suas chances de crescer em sua carreira, transmite confiança, te torna preparado para chegar alto. Obviamente, considerando que para chegar onde queremos, precisamos colocar a cara a tapa, escutar, tentar várias vezes - não adianta esperar o sucesso cair do céu. 





COMO SER RESILIENTE


Um profissional resiliente sabe a hora de agir, corre riscos, cria e executa muito bem um plano, é corajoso, analisa todo o contexto estrategicamente e age de forma inteligente. Muitas vezes isso é natural de alguém, mas se não é o seu caso, você já está um passo à frente por estar buscando esse desenvolvimento pessoal!


Separei algumas dicas para te ajudar no desenvolvimento dessa skill tão importante: 


  1. Administre suas emoções e respeite seus limites: Se manter equilibrado te ajuda a lidar com situações desafiadoras de maneira tranquila, sem que suas emoções atrapalhem na hora de uma decisão importante. 


  1. Mente aberta para mudanças: Não estamos imunes a mudanças e desafios que surgem em nossas vidas, estar disposto a tentar e se adaptar a essas mudanças é importante. 


  1. Aprenda a enxergar soluções: Pare de perder tempo tentando se justificar ou reclamando, passe a usar esse tempo com sabedoria em busca de aprendizados que te auxiliem na solução. 


  1. Criatividade e inovação: Geralmente, problemas são causados por ideias e ações inflexíveis, saia da caixa, busque novos olhares e medidas. Esteja aberto a novas oportunidades. 


  1. Construir bons relacionamentos: Ter por perto pessoas com as quais você possa discutir e conversar sobre questões que surgem na sua vida, sem medo de ser julgado, mal interpretado ou taxado de imoral.



Para saber mais dicas de como desenvolver soft skills importantes para a vida profissional, acesse nosso portal e caso necessite de atendimento com profissionais especialistas, basta solicitar pelo site ou WhatsApp.


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Patricia Fernandes Valente Santini
Tentar, aprender e tentar novamente.... Esse é o lema que rege minha vida! Gestora de Projetos Especialista em Gestão de Micro e Pequenas Empresasfavorite_outline Seguir Perfil
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