

O mercado óptico brasileiro cresceu 4,15% em 2025, desempenho que ficou abaixo da previsão inicial do setor e reflete um ambiente econômico mais restritivo. Em 12 meses, a soma das vendas totalizou R$ 28,079 bilhões, ante R$ 27 bilhões apurados no exercício anterior, evidenciando avanço, porém em ritmo mais moderado. A projeção da Abióptica – Associação Brasileira das Indústrias Ópticas para 2025 era de crescimento de 5%, o que não se confirmou integralmente ao longo do período.
Segundo Ambra Nobre Sinkoc, diretora Executiva da Abióptica, a diferença entre o projetado e o realizado não representa uma ruptura de ciclo, mas indica um cenário mais desafiador. “A diferença entre projeção e realizado não configura uma ruptura de ciclo, mas sinaliza um ambiente econômico mais restritivo, marcado por maior seletividade do consumo, restrições de crédito, recomposição de custos ao longo da cadeia e maior pressão competitiva sobre preços e margens”, explica a executiva.
Para a diretora, 2026 será um ano de ajustes estratégicos, exigindo das empresas uma revisão de posicionamento e objetivos comerciais. “O desempenho de 2025 reforça a necessidade de uma transição gradual de uma estratégia predominantemente orientada a volume para uma lógica de qualidade de crescimento, com maior foco em margem, mix de produtos e captura de valor”, afirma.
Atualmente, o setor óptico emprega cerca de 190 mil pessoas em 71.226 pontos de venda espalhados pelo país. Anualmente, são comercializados 106,5 milhões de óculos no Brasil, sendo aproximadamente 50% de produtos falsificados e de origem ilegal. Essa prática representa uma perda bilionária tanto para as empresas do setor quanto para a receita federal, além de gerar impactos negativos na competitividade, na formalização dos negócios e na segurança do consumidor.



