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Enquanto homens são cuidados, mulheres empreendedoras seguem cuidando - mesmo quando são elas que mais precisam de apoio.

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Enquanto homens são cuidados, mulheres empreendedoras seguem cuidando - mesmo quando são elas que mais precisam de apoio.
Criado em 20 NOV. 2025
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Quando chega o Novembro Azul, o foco é — corretamente — a prevenção do câncer de próstata e o cuidado com a saúde masculina. Mas, enquanto as campanhas convidam os homens a se cuidarem, existe um dado brutal que escancara uma realidade inversa: cerca de 70% das mulheres com câncer são abandonadas pelos parceiros durante o tratamento.


Esse número, tão chocante quanto real, muda completamente a forma como deveríamos discutir cuidado, saúde e gênero no Brasil.

Quem cuida das mulheres que cuidam?

Na sociedade brasileira, o papel do cuidado ainda repousa majoritariamente sobre as mulheres. Elas cuidam dos filhos, dos pais idosos, da casa, dos negócios — e, muitas vezes, do próprio parceiro.
Já os homens, quando adoecem, são cuidados. Quando elas adoecem, muitas vezes ficam sozinhas.

E entre as mulheres empreendedoras, essa sobrecarga é ainda mais intensa. Elas equilibram:

  • a gestão do negócio,

  • o sustento da família,

  • a carga doméstica,

  • e o cuidado emocional de todos ao redor.

Mas, quando precisam de apoio, encontram ausência.

O abandono como impacto social e empreendedor

O abandonado não é só afetivo — ele afeta diretamente:

1. A saúde emocional: A falta de suporte fragiliza o tratamento e aprofunda sentimentos de solidão, medo e culpa.


2. A continuidade do negócio: Muitas empreendedoras são chefes de família. Quando adoecem e perdem apoio, seu negócio, muitas vezes o único sustento de casa, fica em risco.


3. A renda e a autonomia:
Sem rede de apoio, elas precisam escolher entre cuidar de si mesmas ou manter o negócio funcionando. E nenhuma dessas escolhas deveria existir nessas condições.

E onde o Novembro Azul entra nisso?

Se o Novembro Azul nos convida a olhar para a saúde dos homens, ele também deveria nos levar a olhar para a saúde das mulheres que sustentam esse cuidado.


É preciso reconhecer que o autocuidado masculino só existe porque as mulheres seguem segurando a linha do cuidado não remunerado, emocional e doméstico.


E, quando essas mulheres adoecem, nem sempre há alguém segurando a mão delas.

Um chamado por mudança

O debate sobre câncer, cuidado e saúde não pode ignorar gênero — muito menos o contexto das mulheres empreendedoras, que sustentam famílias, movimentam a economia e, ao mesmo tempo, enfrentam solidão estrutural.


Falar de Novembro Azul é, também, falar delas.


É reconhecer que equilibrar saúde, trabalho, cuidado e empreendedorismo não deveria ser um ato de heroísmo - deveria ser uma responsabilidade compartilhada.

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Daniele Da Silva Duarte
Sou contadora e especialista em apoiar mulheres empreendedoras. Pesquisadora em desenvolvimento regional e sustentabilidade, cresci em uma família de pequenos empreendedores e vivi de perto os desafios de manter um negócio. Há 12 anos atuo com MEIs, unindo prática de campo, atendimento cuidadoso e uma visão estratégica que conecta finanças, empreendedorismo feminino e impacto territorial. Acredito no empreendedorismo sustentável como caminho real e possível para transformar vidas, negócios e territórios.favorite_outline Seguir Perfil
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