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Empreendedorismo: uma viagem com limites

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Empreendedorismo: uma viagem com limites
Criado em 30 JAN. 2025
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Quero compartilhar com vocês algumas das minhas reflexões, feitas nos últimos tempos, sobre minha experiência de empreendedorismo e questões que frequentemente me pergunto para continuar focado no objetivo. Construir marcas não é sobre uma metodologia, é sobre agregar valor. E a empresa que criamos, é o formato que damos à energia que colocamos no mundo, para cumprir um propósito.


COMEÇANDO PELAS PRIORIDADES


EM PRIMEIRO LUGAR, gostaria de começar por falar de prioridades, e aqui não se limita apenas ao trabalho, mas a uma visão individual do mundo. É muito comum durante o meu trabalho como construtor de marcas questionar e orientar os empreendedores a encontrarem suas motivações e sua maneira de impactar positivamente o ambiente em que estão vinculados. Mas, nem todos os negócios nasceram nessa perspectiva e é nesse momento que você tem que voltar um pouco no tempo e ver as conexões que resultaram nesse modelo de negócio. É importante deixar claro que, para mim, o trabalho é uma parte importante da minha vida, mas não a única. E por isso, entendo minha vida como uma equação que precisa estar organizada e equilibrada.

 

No meu caso, essa fórmula tem três fatores fundamentais: saúde, família e trabalho. E a ordem não é algo aleatório, mas uma priorização lógica da minha visão do mundo. Colocar a saúde em primeiro lugar é porque acredito fielmente que sem ela o resto é impraticável. Houve muitos momentos em que perder minha condição saudável me proibiu de aproveitar com minha família e fazer meu trabalho. É por isso que a cada dia passa manter-se saudável se torna mais importante, acompanhando os anos que não vêm sozinhos. E quando falo de saúde, não me refiro apenas ao físico, mas também ao mental, emocional e espiritual. Qualquer alteração nessa saúde "holística" interfere na qualidade das ligações dos outros dois fatores da equação.

 

EM SEGUNDO LUGAR, há minha família e, como eu disse antes, colocar minha saúde pessoal em primeiro lugar não é um ato de egoísmo, mas exatamente o contrário, valorizo tanto minha família que cuidar de mim é um presente e uma obrigação para eles. Cada um decide o caminho que quer trilhar, e para mim a vocação de ser pai foi algo que sempre quis. É por isso que construímos nossa família junto a minha esposa, com o presente de nossos filhos. E esse é um ponto importante a ser destacado, pois quem tem os seus sabe que a rotina e as prioridades mudam drasticamente na presença dos pequenos. Sabendo disso, não estou aqui fazendo nenhuma reclamação pública, apenas contextualizando que minha vida está inserida nessa realidade e que minha equação é modificada por ela. E você também tem que contemplar a família ampliada, onde estão todos os laços familiares: meus pais, irmãos, sogros, cunhados, etc., com os quais adoro estar junto, estar presente e desfrutar.

 

E EM TERCEIRO LUGAR, o trabalho, mas isso não significa que seja menos importante. Para mim, o trabalho é um ambiente de grande realização pessoal, pois está ligado ao meu propósito de contribuir e ajudar as pessoas. Portanto, é algo que me retroalimenta e também me permite desfrutar e manter minha saúde e família. E para me manter relevante no mercado, saber que os outros dois fatores estão bem, me permite dar minha energia e dedicação com maior intensidade, entregando-me a cada projeto com o melhor de mim.

 

Portanto, essa equação é a bússola na minha vida e um ciclo virtuoso para alimentar. E quero deixar claro que ter o mapa não me torna melhor em nenhum dos aspectos, apenas me ajuda a não me perder no meio dos desafios diários. É por isso que não me considero uma pessoa exemplar, marido, pai ou profissional, apenas alguém que está dando o melhor de si para viver sendo feliz.

 

Para concluir esta primeira parte da reflexão, quero compartilhar esta frase:

 

"Sucesso é conseguir o que você quer.

Felicidade é aproveitar o que você conquistou."

 

Observe que o sucesso não é definido por ninguém fora de você, por isso, muitas vezes a felicidade não vem porque causa de ter colocado objetivo no lugar errado. E, ao mesmo tempo, é importante destacar que a felicidade anda de mãos dadas com o aproveitamento das conquistas alcançadas no momento presente.

 

SEU NEGÓCIO, SEUS LIMITES.

Pouco tempo depois eu estava no LinkedIn conversando e compartilhando com outros profissionais sobre o tédio gerado por vendedores de sucesso. E isso, muitas vezes acaba sendo o motivo para se afastar de ambientes de troca que poderiam ser bem utilizados.

 

E uma das reflexões que essa discussão me trouxe foi sobre o quanto temos culturalmente enraizados no fato de crescer sem limites. É por isso que, é comum falar muito sobre sucessos e não tanto sobre a construção de conhecimento conjunto e o aprendizado experimentado no dia o dia. Mas aí perdemos a sensação de prosperidade, como Kate Raworth mostra em sua palestra no TED "Uma economia saudável deve ser projetada para prosperar, não crescer".





Depois de escutar a palestra e decidi representar visualmente (imagem acima) essa ideia da Kate e aplicá-la na minha vida como empreendedor. E para isso, vou começar trazendo uma frase que carrego comigo e compartilho durante as conversas com outros empreendedores.

 

"Muitas vezes o tamanho de um público pode ser insignificante para uma grande empresa, mas é suficiente para sustentar uma pequena empresa"

 

Essa frase traz a responsabilidade e a liberdade que todos têm na escolha do tipo e tamanho da empresa que desejam construir. E é essa a primeira decisão de muitas que tem os empreendedores, e que não pode ser construída sobre uma estrutura diferente que a de suas prioridades. Cada modelo exige um estilo de vida, esforços e sacrifícios que devemos considerar para atingir os objetivos.

 

Depois de construir sua aeronave com vínculos, experiências, aprendizados e coragem para começar, é hora de decolar. Um dos momentos mais intensos e, mas necessário para poder chegar na próxima etapa.

 

Todo mundo sabe que, dependendo do tipo de veículo que construímos, os limites são definidos consequentemente por essa escolha. E para mim, há dois limites a serem considerados: O primeiro é a VIABILIDADE, todo negócio precisa se manter vivo e oferecer uma proposta de valor para seu segmento. É ali que esse limite se torna o nível mínimo de voo de nossas aeronaves. Acredito que ninguém quer viver para sobreviver e sim para prosperar, portanto, precisamos colocar nosso segundo limite: as METAS.

 

Nesse momento não temos cálculos para definir qual é o valor apropriado, mas temos que olhar para dentro e saber até onde estamos dispostos a ir. É tempo de olharmos para as nossas ambições e para os sacrifícios que elas exigem de nós para alcançarmos um objetivo que esteja de acordo com a nossa equação de prioridades.

 

Com esses dois limites estabelecidos, agora temos nossa faixa de PROSPERIDADE. Um espaço para viajar e aproveitar a jornada que construímos. Concordo que precisamos aprender e evoluir constantemente, mas não necessariamente crescer. Caso contrário, podemos estar onde queríamos estar, mas não o valorizar ou até mesmo nem percebê-lo.

 

Durante este voo de prosperidade, vejo que temos dois motores: gratidão e reciclagem. O primeiro, nos impulsiona quando percebemos todo aquilo que realizamos para estar nessa faixa da prosperidade e somos gratos por tudo o que estava fora de nosso controle e mesmo assim nos permitiu chegar lá. Isso é essencial para se sentir feliz e próspero.

 

E claro, para ficar à margem da prosperidade, não podemos ficar parados e permanecer intactos, ali precisamos do segundo motor: a reciclagem. Significa que devemos olhar ao nosso redor e saber ser flexível o suficiente para nos transformar sem perder a essência.

 

Espero que ter compartilhado essas reflexões traga também a reflexão para sua vida e, se necessário, faça os ajustes no painel de controle de sua aeronave e alinhe sua trajetória para a prosperidade.



Imagem de capa: Foto de Randy Fath na Unsplash

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Agustin Lombardi
Soy Agustin Lombardi, sou LOMBRAND. Desde 2018 trabalho exclusivamente como construtor de marcas, sejam elas comerciais, pessoais ou de território. Todas estão interligadas dentro do mesmo habitat e contribuindo desde seu papel comercial, público ou social para a harmonia do ecossistema.favorite_outline Seguir Perfil
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