
O empreendedorismo tem se consolidado como um importante motor de desenvolvimento econômico e social no Brasil, especialmente em cenários marcados por instabilidade no mercado de trabalho e aumento do desemprego. Nesse contexto, as micro e pequenas empresas assumem papel fundamental na geração de renda e ocupação, contribuindo significativamente para a economia nacional. Entre essas iniciativas, destaca-se o crescimento do empreendedorismo feminino, que vai além de uma alternativa econômica, configurando-se como instrumento de autonomia, inclusão social e transformação de realidades
A presença das mulheres no empreendedorismo reflete avanços sociais importantes
ao longo dos anos, embora ainda existam desafios estruturais que precisam ser
superados. Muitas mulheres ingressam nesse universo por necessidade, buscando
complementar a renda familiar ou superar situações de vulnerabilidade
econômica. Esse movimento evidencia a importância de políticas públicas e
iniciativas privadas que incentivem não apenas o acesso ao empreendedorismo,
mas também garantam condições dignas de trabalho, estabilidade financeira e
crescimento sustentável dos negócios.
Nesse cenário, o Microempreendedor Individual (MEI) surge como uma importante
estratégia de formalização, permitindo que trabalhadores autônomos atuem de
maneira legalizada, com menor burocracia e acesso a direitos previdenciários. A
formalização contribui diretamente para o conceito de trabalho decente, pois
proporciona maior segurança, reconhecimento profissional e acesso a benefícios
sociais, além de ampliar as oportunidades de crescimento no mercado.
Entre os diversos setores em expansão, a confeitaria se destaca, especialmente entre mulheres, por possibilitar o início de atividades com baixo investimento inicial e flexibilidade de horários. Esse tipo de empreendimento permite a conciliação entre trabalho e responsabilidades pessoais, sendo uma alternativa viável para muitas mulheres que buscam independência financeira. No entanto, empreender nesse segmento exige mais do que habilidades técnicas na produção de alimentos, envolvendo também competências em gestão financeira, planejamento estratégico, marketing e atendimento ao cliente.
A relação com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 (ODS 8) torna-se
evidente ao considerar que essas atividades promovem a geração de renda, a
formalização do trabalho e o fortalecimento da economia local. Ao se tornarem
MEI, essas mulheres passam a contribuir de forma mais estruturada para a
economia, saindo da informalidade e participando ativamente do desenvolvimento
econômico.
Além disso, o trabalho desenvolvido por essas empreendedoras contribui para a criação de novas oportunidades, seja por meio da contratação de auxiliares, da parceria com fornecedores ou da participação em redes colaborativas. Esse movimento fortalece o crescimento econômico inclusivo, ampliando a circulação de renda e promovendo o desenvolvimento das comunidades locais.
Outro ponto relevante é a valorização do trabalho digno. Ao gerirem seus
próprios negócios, essas mulheres passam a ter maior controle sobre suas
atividades, horários e rendimentos, o que contribui para melhores condições de
trabalho e qualidade de vida. Esse aspecto está diretamente alinhado com os
princípios do ODS 8, que busca promover o trabalho decente e o crescimento
econômico sustentável.
O crescimento econômico, quando aliado à inclusão social e à formalização, torna-se mais equilibrado e duradouro. Nesse sentido, iniciativas de capacitação, acesso a crédito e apoio técnico são fundamentais para fortalecer os pequenos negócios. A educação empreendedora desempenha um papel essencial nesse processo, permitindo que as empreendedoras desenvolvam habilidades estratégicas e ampliem suas oportunidades de expansão.
Dessa forma, o empreendedorismo feminino na confeitaria não deve ser visto
apenas como uma fonte de renda, mas como um elemento relevante na promoção do
desenvolvimento sustentável. A integração entre formalização, trabalho decente
e crescimento econômico contribui para a construção de uma sociedade mais
justa, igualitária e com maiores oportunidades para todos.
Participação
ISABELLA
BARRETO FERREIRA DE LIMA.........................................................................................
MARIA CELENA DE SOUSA MEDEIROS.............................................................................................
MARICEI DOMINGUES DAS NEVES.....................................................................................................
RAISSA ALVES MARTINS DOS SANTOS...........................................................................................
VITORIA ALMEIDA DA SILVA


