Logo Comunidade Sebrae
Home
bedtime
Imagen da logo do Sebrae
icone menu de opções
Iníciokeyboard_arrow_rightMulheres Empreendedoras keyboard_arrow_rightArtigos

Em tempos de Bebê Reborn, e se falarmos do que realmente importa?

avatar DANIELE DA SILVA DUARTE
Daniele Da Silva Duartefavorite_outline Seguir perfil
fixo
thumb_up_alt
Em tempos de Bebê Reborn, e se falarmos do que realmente importa?
Criado em
text_decreaseformat_color_texttext_increase

Nos últimos tempos, bebês reborn ganharam os holofotes. Matérias, entrevistas, vídeos virais… todos com o mesmo foco: o quão realista e “inusitado” é ver alguém cuidando de um boneco como se fosse um bebê de verdade. Mas, no meio de tanto alvoroço, quase ninguém para pra se perguntar: por que isso se tornou uma pauta? O que há por trás desse fenômeno?


Enquanto a mídia foca no boneco, a mulher por trás dele segue invisível.

A mídia olha o reborn, mas ignora a mulher que o segura

A maioria das matérias aborda o reborn como um “choque”, uma curiosidade. Pouco se fala sobre as mulheres que recorrem a esse objeto não apenas por afeto, mas como símbolo de tantas coisas que lhes foram negadas: tempo, cuidado, escuta, colo.


Muitas são mulheres que empreendem, que sustentam seus lares, que dividem o tempo entre trabalho, maternidade e tarefas domésticas. São elas que, muitas vezes, não podem parar, nem chorar, nem pedir ajuda.


Então, ao invés de julgarmos quem compra ou cuida de um bebê reborn, precisamos entender o que ele representa: uma tentativa de preencher lacunas emocionais profundas, causadas pela sobrecarga, pela ausência de apoio e pelo isolamento afetivo.

E o que isso tem a ver com o empreendedorismo feminino?

Tudo.


Mulheres que empreendem vivem sob múltiplas pressões. Muitas são mães solo, outras começam um negócio por necessidade, não por escolha. Elas enfrentam preconceito, instabilidade financeira e uma rotina intensa, marcada por culpa e autocobrança.


Enquanto isso, a mídia prefere destacar a “bizarrice” de um boneco do que as batalhas reais que essas mulheres enfrentam todos os dias para manter a casa, cuidar dos filhos e fazer o próprio negócio funcionar.


Em vez de dar voz a essas histórias, transformam em espetáculo o que, muitas vezes, é um grito silencioso por cuidado e acolhimento.

O que realmente importa?

Em tempos de Bebê Reborn, o que realmente importa não é o boneco em si, mas o silêncio social que ele denuncia.
Ele expõe a falta de suporte emocional e social às mulheres, especialmente às mães empreendedoras. Expõe a mídia que lucra com o que é diferente, mas esquece de ouvir quem está por trás.


É hora de parar de rir do boneco e começar a escutar quem o segura com tanto cuidado.


Porque, no fim, talvez não seja sobre o reborn.


Talvez seja sobre tudo o que essas mulheres não podem dizer e tudo o que mereciam receber.

avatar DANIELE DA SILVA DUARTE
Daniele Da Silva Duarte
Sou contadora e especialista em apoiar mulheres empreendedoras. Pesquisadora em desenvolvimento regional e sustentabilidade, cresci em uma família de pequenos empreendedores e vivi de perto os desafios de manter um negócio. Há 12 anos atuo com MEIs, unindo prática de campo, atendimento cuidadoso e uma visão estratégica que conecta finanças, empreendedorismo feminino e impacto territorial. Acredito no empreendedorismo sustentável como caminho real e possível para transformar vidas, negócios e territórios.favorite_outline Seguir Perfil
capa Mulheres Empreendedoras
Mulheres Empreendedoras
people 2550 participantes
Somos uma comunidade de mulheres empreendedoras, que lutam diariamente para superar as dificuldades e chegarmos onde queremos! Somos fortes e empoderadas.
fixo
Em alta
Mulheres Empreendedoras na Bíblia: Inspiração para o Empreendedorismo Feminino
17 out. 2023Mulheres Empreendedoras na Bíblia: Inspiração para o Empreendedorismo Feminino
5 opções de sistema de gestão financeira para sua empresa
19 jan. 20235 opções de sistema de gestão financeira para sua empresa