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Drones e IoT: tecnologias prometem revolucionar construção civil

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Drones e IoT: tecnologias prometem revolucionar construção civil
Criado em 29 OUT. 2020
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Texto publicado originalmente no Canal Sebrae Construções Inteligentes, dentro do GazzConecta. Veja mais em : https://www.gazetadopovo.com.br/gazz-conecta/sebrae/.*Foto: Unsplash.


Chegou ao fim, na noite desta terça-feira (27), a jornada de construtechs dentro da conferência virtual Sillicon Valley, evento criado pela startup de educação StartSe que se dedicou durante um mês a trazer as tendências em tecnologia e inovação do Vale do Silício em 14 áreas de conhecimentos diferentes. Com o apoio do Sebrae/PR, o GazzConecta acompanhou todas as palestras relacionadas às construções inteligentes e ao mercado imobiliário e resume como será o futuro deste setor no médio e curto prazo.

Na primeira quinzena do evento, tecnologias de impressão 3D, máquinas pesadas autônomas e conexão de lojas e casas inteligentes à internet, além de como entrar no mercado de dados de consumo e hábitos usando estes dispositivos, foram o foco dos palestrantes. Na última fase do Sillicon Valley Web Conference, os destaques foram o uso de drones e da internet das coisas (IoT, em inglês) nos canteiros de obra.

Entre os palestrantes esteve Armando Lucrecio, especialista em IoT e programador técnico da Amazon Lab126 - divisão da empresa que desenvolve dispositivos eletrônicos, localizada no Vale do Silício. Também falou no evento Andrew Dennison, diretor de serviços empresariais na DroneDeploy, uma companhia norte-americana especializada em usar imagens capturadas por drones para criar, por exemplo, modelagem 3D, e processamento de dados para acompanhamento de obras.

Confira os principais pontos abordados pelos profissionais:

Drones

                          Imagem aérea em análise. Foto: Divulgação/DroneDeploy.


Ter à disposição uma visão aérea e com alta definição de um canteiro de obras pode mudar completamente a forma como este setor se organiza. Isto porque, de acordo com Andrew Denninson, da DroneDeploy, a aplicação das imagens capturadas destes dispositivos serve a inúmeras finalidades, desde a montagem de maquetes 3D a partir do sobrevôo dos terrenos até o acompanhamento semanal de evolução das obras, inspeção de paredes e procura de vazamentos através de câmeras térmicas embutidas.

A companhia, que também atua nos setores elétrico e de agricultura, processa as imagens capturadas em um software de gestão, que não só modela o edifício em 3D automaticamente como oferece opções de gestão dos projetos. Um dos edifícios mais icônicos acompanhados pelos dispositivos da DroneDeploy foi a construção da sede da Apple, na cidade de Cupertino, na Califórnia (EUA).

'Queremos que as empresas de construção civil possam gerenciar suas carteiras de obras completas e à distância com dados gerados por drones. Mas já não basta apenas processar estes dados: é preciso usar inteligência artificial para que o próprio sistema detecte automaticamente erros e atrasos nos projetos com a sobreposição de imagens e avise os gestores', explica.

Para o especialista, o futuro vai muito além do uso de drones para capturar imagens para propaganda dos edifícios construídos. 'Começa desde a licitação. Com esta técnica de fotogrametria é possível ter até noção do volume exato de terra que será preciso retirar para uma fundação, o que torna os orçamentos mais precisos. Para uma inspeção já não é mais necessária a contratação de guindastes gigantescos. As equipes passam a operar do solo, com mais segurança e eficiência', conta.

Até 2022, a empresa pretende traduzir todas as funcionalidades de seu software para português e espanhol para expandir sua atuação na América Latina e passar a prestar este serviço também no Brasil.

Canteiro conectado

Se na primeira quinzena do evento o foco foi a conexão de prédios comerciais a uma rede de dados para abrir um novo mercado de atuação dentro do segmento imobiliário, nesta última fase os especialistas explicaram como canteiros de obras e residências devem ser inteligentes e automatizadas. Desde o controle à distância do nível de combustível das máquinas que estão operando na obra e da qualidade do concreto até o uso de dispositivos como vidros eletrônicos em prédios e casas, a internet das coisas será fundamental para revolucionar a construção civil.

É o que argumenta o especialista da Amazon Armando Lucrecio. Para o executivo, é preciso que engenheiros e arquitetos se aproximem cada vez mais do campo da programação para oferecer aos clientes soluções completas, utilizando sensores de monitoramento e captura de dados em todas as pontas, de ferramentas de construção a itens de design.

'É preciso estudar processos de construção que envolvam não só o concreto, mas também outros materiais inteligentes, como smart glasses, inteligência artificial e o controle dos edifícios por voz. Depois dos processos claros é preciso simulá-los em novos softwares capazes de entender onde estão os riscos de um projeto, antes mesmo dele sair do papel', exemplifica ao falar sobre as mudanças do perfil dos profissionais e das construções do futuro.

Para Lucrecio, os próximos cinco anos serão cruciais para o Brasil desenvolver tecnologias no sistema de parcerias e compartilhamento de informações dentro do ecossistema de construtechs, simplificando o processo de construção, simulação, idealização, design e entrega final para os clientes.

'Entender e estudar IoT é fundamental para simplificar esta cadeia para que um projeto que antes ficava pronto em um ano possa sair em um mês. Para isso, é preciso um olhar atento, questionar sobre materiais usados, se é possível substituir concreto por vidro, madeira ou outro material inteligente', exemplifica.

'Aconselho arquitetos e engenheiros a estudarem a aplicação da internet das coisas não só em termos estruturais, mas já partindo do projeto inicial como ideias sobre como embutir essas soluções em IoT, como smart TVs, fechadura inteligentes, baterias e captura de energia sustentável, que integrem o design e transformem uma casa em uma construção realmente inteligente', arremata.'

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