Logo Comunidade Sebrae
Home
bedtime
Imagen da logo do Sebrae
icone menu de opções
Iníciokeyboard_arrow_rightDesafios da Educaçãokeyboard_arrow_rightArtigos

Docente empreendedor - Avaliação e Planejamento

avatar SHEILA CRISTINA MOCELLIN
Sheila Cristina Mocellinfavorite_outline Seguir perfil
fixo
thumb_up_alt
Docente empreendedor - Avaliação e Planejamento
Criado em 13 JUL. 2020
text_decreaseformat_color_texttext_increase

O planejamento é uma proposta concreta, permeada, construída e melhorada, que ocorre na vivência das ações diárias do docente e na avaliação, a certeza do processo de ação-reflexão-ação é essencial para concretização do processo de planejamento, assim alguns pontos em comum entre a avaliação e o planejamento podem ser traçados:

 

a) todo planejamento possui teoria. A teoria não é neutra, como a avaliação também não o é, pois busca a transformação e mostra-se de suma importância em uma sociedade que passa por mudanças rápidas, instabilidades e crises. Portanto, a avaliação deve ser a expressão do sistema de valores aceito para melhor expressar os resultados que darão rumo ao planejamento. Assim, avaliar é descobrir o valor, é possuir uma concepção valorativa. Quando dizemos que avaliar tem o papel de consolidar valores, estamos negamos a neutralidade do instrumento do processo de avaliação para admitir que eles sejam resultados de um entendimento carregado de valores, sejam eles científico-técnicos, didático-pedagógicos, atitudinais, éticos, políticos, ou outro.

 

b) a ação de planejar exige adotar uma decisão, começando pelas prioridades. A avaliação é processo-chave para determinar que rumos que se quer seguir para alcançar a melhoria nos processos das organizações.

 

c) o planejamento é um processo, pois exige uma ação contínua e globalizante. Na avaliação não se pode ter uma opinião única, pois deverá contempla múltiplos olhares e deve ser aplicada e analisada em diversos momentos ex-ante, intermediárias e ex-post.

 

d) todo planejamento gera ação, pois transforma a realidade. Sem avaliação não existe processo de planejamento.

Planejar faz parte das rotinas diárias, devendo superar a obrigação, a rotina burocrática e é um momento de troca, de construção, de visão de futuro.

Segundo Dalmás (1994) o planejamento ideal é aquele que envolve as pessoas como sujeitos a partir de sua elaboração, e com presença constante na execução e avaliação, não apenas como indivíduos, mas sujeitos de um processo que envolve como grupo, visando ao desenvolvimento individual e comunitário.

 

O homem é visto como ser social envolto em realizações pessoais e que, na convivência e participação comunitária, desenvolve a ação das suas vivências, experiências, consciência crítica da realidade, obtendo coerência e eficácia no processo de ação/reflexão/ação do planejamento.

É preciso juntar objetividade e sonho para poder ver o trabalho como ele é hoje, mas que pertence ao futuro. Se não posso, de um lado, estimular os sonhos impossíveis, não devo, de outro, negar a quem sonha o direito de sonhar. Freire (1996). Sonhar, aqui, se destaca no planejamento participativo como a utopia do que se quer alcançar, bem como no diagnóstico, quando se analisa a distância para alcançar esse objetivo, ou seja, preparação, avaliação e efetivação. Sonhar é o primeiro passo para empreender, mas não podemos nos limitar a ele, devemos a partir dele planejar e desenvolver metas para alcançar o tão esperado sonho.

A ousadia de aceitar não ser uma ação perfeita, de acreditar que pode melhorar e se adequar, de analisar suas potencialidades e suas deficiências e permitir, nas práticas, que esses itens sejam direcionados para um futuro melhor, entender que a utopia cabe nessa ação e que esse é o meio para se deixar de ser utópico.

Não há receitas prontas, mas há aspectos importantes que não podem ser deixados de lado nesse processo coletivo, discente e docente. Ter clareza de onde se quer chegar (metas), conhecer a instituição (alunos, comunidade, recursos internos e externos, corpo administrativo, estrutura física, etc.); decidir e preparar ações que serão executadas com acompanhamento e avaliação constantes por meio de planos de ação e ainda, utilizar características do comportamento empreendedor para nortear, tais como: iniciativa, persuasão, rede de contatos, busca de informações, autoconfiança entre outras.

A equipe - estudante e professores - viverão o planejamento que estará voltado para o funcionamento dos setores de interesse mutuo as atividades que cada um desenvolve as relações internas e externas, as atividades dos alunos, entre outros fatores, ou seja, todos estarão pensando, em grupo, em uma maneira de operacionalizar as metas pré estabelecidas, tendo a aquisição do conhecimento como pano de fundo. O acompanhamento por meio da avaliação processual, enquanto crítica do percurso visa à melhoria do processo formativo e consolidação da identidade.

O processo de avaliação é fundamental quando se visa alterar a realidade existente, quando se quer transformar. A avaliação fornecerá informações relevantes sobre a sua estrutura e funcionamento e leva a um projeto possível. Tudo isso significa que para compreender o sentido do planejamento será necessário ter em mente uma teoria da ação humana que articule a reflexão e a ação, a teoria e a prática, o trabalho material e o político, o econômico e o cultural, e assim por diante.

Rabelo (1998) diz que uma avaliação só é produtivamente possível se realizada como um dos elementos de um processo de ensino e de aprendizagem, que estejam claramente definidos.

É necessário analisar a avaliação de maneira interligada com os demais elementos que compõe o planejamento pedagógico, por se tratar de um tema avaliação nada imparcial, por traduzir uma concepção de mundo, de sociedade e de indivíduos que formam a instituição de ensino chamada escolas, e porque não, escolas empreendedoras.

A reflexão das ações dos professores e a vontade de melhorar sempre mais suas ações possibilitam que a avaliação utilize os resultados para obter um diagnóstico do ensino ministrado e o apoio às mudanças pessoais, bem como para readaptar seus métodos visando a melhorar os resultados da aprendizagem. Convém, pois, que a nova onda avaliativa e a busca obsessiva da eficiência sejam aproveitadas para que se retornem algumas reflexões sobre os próprios conceitos de ensino e aprendizagem (AZANHA, 2006).

Perceber-se como docente requer a lucidez de muitos aspectos que compõem a missão de sua prática. É preciso ter metas e objetivos, saber sobre o que se vai ensinar, mas não se pode perder de vista para quem está ensinando. É disso que decorre o como realizar.

Integrar tudo inclui dar conta de diversas facetas do processo ensino-aprendizagem, ou seja, a do aluno concreto, real, a do conhecimento, a das estratégias de ensino, e a do contexto cultural e histórico em que se situam (Tunes/ Tacca -2005).

Combinar todos esses requisitos exige compromisso e responsabilidade com o estudante e com a sociedade, o que permite avançar no autoconhecimento do que é ser docente nas condições complexas do processo de ensinar e aprender. Portanto, que a prática docente vislumbra a visão do todo, de rede, de teia, proporciona ao estudante uma aprendizagem empreendedora com autonomia, consciente, ética, crítica, a serviço da mudança, considerando sempre e em qualquer situação a emoção, os valores, a solidariedade, a integração e a formação do cidadão completo.

Finalizo esse ensaio com as palavras de Liane Alves (2008) em um artigo intitulado De Braços Abertos, que a meu ver representa plenamente a ação docente empreendedora nas instituições de ensino, o discente nessa arte e a importância do planejamento e da avaliação nesse processo de ensino e aprendizagem empreendedora, e que, espero os leve a mesma reflexão que me levou ao lê-lo, ouve, inove, sonhe, planeje, avalie, confie, empreenda:

 

Faz de conta que você é um trapezista e que está numa plataforma a 20 metros de altura esperando sua vez de se lançar no espaço vazio. Você se preparou, fez vários treinos com e sem rede e sabe que pode contar com seus companheiros que estão ali do outro lado. Naquele centésimo de segundo antes de se jogar, tudo o que você precisa fazer é encher o peito de confiança: em si mesmo e, principalmente, é claro, nos outros. Você inspira fundo, toma impulso e vai como se fosse possível voar sem asas e desafiar a lei da gravidade para sempre naquele curto espaço de tempo. E, quando inexoravelmente começa a cair, alguém pega com vontade nos seus pulsos e o traz de volta para aquela coreografia impossível e bela sob o céu colorido de um picadeiro (...)

 

Ficou alguma dúvida? Quer saber mais sobre o assunto? Escreve nos comentários.     

Fale com o Sebrae pelo e-mail da Juliana - jsouza@pr.sebrae.com.br.

 

avatar SHEILA CRISTINA MOCELLIN
Sheila Cristina Mocellin
Graduada em Pedagogia e Mestre em Educao pela PUCPR. Possui experincia na rea de gesto e administrao de IE, docncia presencial e em EaD, Gerenciamento Design Instrucional de material impresso para EaD para o diversos nveis de ensino.favorite_outline Seguir Perfil
capa Desafios da Educação
Desafios da Educação
people 1959 participantes
Um grupo para falar sobre os desafios da educação com professores, levando informações, conhecimento e, principalmente, um lugar para dar voz a todos.. Aqui vocês podem escrever sobre assuntos que achem pertinente, assuntos que estejam latentes no seu dia a dia, ainda, um lugar para você compartilhar as suas experiências e nos alegrar com suas histórias. Essa comunidade é feita para VOCÊ.
fixo
Em alta
Tudo culpa da estagiária!
24 ago. 2021Tudo culpa da estagiária!
Aprimorando a pesquisa científica: avaliação da eficácia das ferramentas de IA na classificação da autenticidade de textos
02 mai. 2023Aprimorando a pesquisa científica: avaliação da eficácia das ferramentas de IA na classificação da autenticidade de textos
Para ver o conteúdo completo, bastase cadastrar, é gratis 😉
Já possui uma conta?