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Destino turístico inteligente, negócio turístico inteligente, turismo inteligente: porque você, inevitavelmente, será afetado por eles e como pode tirar proveito disso

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Destino turístico inteligente, negócio turístico inteligente, turismo inteligente: porque você, inevitavelmente, será afetado por eles e como pode tirar proveito disso
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Criado em 14 JUN. 2022
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Não importa se você empreende, se você atua em organização pública, se você é um turista ou um morador de um destino turístico na sua relação com a atividade do turismo: você, provavelmente, já está sendo afetado pelo turismo inteligente e isso só tende a ser ampliado daqui para frente. 


Bom, mas o que é este turismo inteligente? 


O turismo inteligente é muito sobre tecnologia - mas vai muito além. Como evidenciado e publicado numa extensa e detalhada pesquisa sobre o turismo inteligente (clique aqui para acessá-la), são 14 dimensões que acompanham a sua operacionalização prática, e estão exibidas nesta figura:




Com base neste conjunto de dimensões, mas de uma maneira mais objetiva, o turismo inteligente pode ser definido como: 

Uma abordagem ou uma filosofia colaborativa que promove a experiência turística desde a etapa de planejamento da viagem e que continua mesmo após o retorno desta viagem, com base em troca constante de dados entre turistas, empresas, residentes do destino, instituições e/ou governo. Estes dados são, pelo suporte de tecnologias, provenientes de diferentes fontes físicas e/ou digitais, e, depois de processados, prometem experiências enriquecidas e personalizadas. Mais do que isso, viabilizam negócios e destinos mais atraentes, eficientes, sustentáveis e, claro, inteligentes. 


E aí, como tudo isso me influencia e/ou influenciará, e como posso me beneficiar do turismo inteligente?


Para responder a essa pergunta, serão elencados abaixo alguns exemplos de tendências de mercado relacionadas ao turismo inteligente, e algumas respectivas possibilidades de ação. 


1. As pessoas estão dispostas a pagar a mais pela sustentabilidade - até 70%. 

Se você possui um empreendimento turístico ou representa alguma instituição de um destino, a tarefa é dupla. Primeiro é para aproveitar os ganhos diretos de práticas sustentáveis, como, por exemplo, a redução de despesas por consequência do uso de energias limpas (como a solar), ou o acréscimo de receita pela venda para a reciclagem de resíduos que sejam gerados. E, segundo, a importância de comunicar as práticas sustentáveis desempenhadas para o mercado e à sociedade; tanto como forma de criar consciência ambiental e incentivar a replicação destas práticas, quanto para evidenciar os processos realizados, dado o interesse crescente pela sustentabilidade.


2. Em média um brasileiro perde cerca de 32 dias por ano no trânsito

Como morador de um destino turístico ou como turista/visitante, o quanto o tempo perdido em deslocamento, nos congestionamentos ou por vias com infraestruturas inadequadas, impacta na sua vida? O que poderia ser realizado para minimizar isso? Além do investimento público (em melhores vias, em transporte público, coletivo e/ou alternativo, etc.) e das oportunidades para investimento privado (em veículos autônomos, em soluções tecnológicas que simplifiquem os fluxos de trânsito), há responsabilidades para as pessoas. Que, para desafogar as vias,  podem (conforme a viabilidade de cada caso, é claro) priorizar o uso de transportes coletivos, compartilhados ou alternativos; podem considerar modalidades de trabalho que minimizem os deslocamentos (como o home office); podem organizar a logística para não coincidir com os horários de maior movimento; etc.


3. O smartphone é considerado, por 75% dos turistas, o acessório número um de viagem. Além disso, 71 % dos turistas acessam o celular de duas a cinco vezes por hora. 

Na gestão do seu negócio turístico ou na atuação da sua instituição ou entidade pública, este canal quase que permanente com os turistas, via o smartphone, se apresenta como importante oportunidade de evoluir a comunicação com estes turistas, e a experiência dos mesmos (com a devida autorização da pessoa para que a comunicação seja estabelecida, é claro). Onde o ente público pode municiar os visitantes com informações sobre o trânsito local (visando melhor organizá-lo), sobre os atrativos turísticos (para aumentar o acesso aos mesmos e o ticket médio), e sobre outros atributos históricos, geográficos, culturais que tornam mais viva a experiência no destino. Já as empresas, podem adaptar os seus serviços e comunicações corporativas a esses dispositivos, priorizando, sempre que viável, os aplicativos que o turista já utiliza, para que não tenha o trabalho extra de baixar outros. E, tendo viabilizado um canal mais próximo com o turista, são muitas as opções para se relacionar com ele (com algumas variações a depender do segmento e da estrutura do negócio): dos lembretes para os preparativos da viagem e sobre prazos relacionados, das interações permanentes durante a experiência turística pelo contato com sensores e afins (como beacons ou wearables) e a respectiva oferta de serviços e conteúdos personalizados e em tempo real, até as interações pós-viagem para a manutenção do relacionamento, identificação de oportunidades de melhoria e para aumentar as probabilidades de reconversão do cliente.