Logo Comunidade Sebrae
Home
bedtime
Imagen da logo do Sebrae
icone menu de opções
Iníciokeyboard_arrow_rightAmbientes de Inovaçãokeyboard_arrow_rightArtigos

Desafios na interação universidade-empresa

avatar TATIANA FIUZA DOURADO BASTOS
Tatiana Fiuza Dourado Bastosfavorite_outline Seguir perfil
fixo
thumb_up_alt
Desafios na interação universidade-empresa
Criado em 19 MAI. 2020
text_decreaseformat_color_texttext_increase

Já é de senso comum que um dos grandes desafios para a promoção da interação universidade-empresa são os processos burocráticos. Na lida dessa rotina de interação há 7 anos, posso afirmar que há desafios tanto do lado das universidades, como no lado das empresas.

Não, a ideia não é ficar aqui repetindo o tanto que tudo é lento, mas sim, mostrar que tudo depende de uma decisão prática. A Lei de Inovação permite que a interação aconteça de modo a beneficiar ambas as partes, isso já está posto.

Desta forma, ganha a empresa com possibilidade de tecnologia e conhecimento de ponta, ganha a universidade com a proposta de ampliar o conhecimento e incluir tecnologia no setor produtivo.

Assim, pensei em compartilhar aqui algumas iniciativas que temos feito pela Vlinder de forma a trabalhar para vencer esses desafios.

Mas, o que podemos fazer?

Como falei no início, vamos ser práticos? Por isso, listei em tópicos.

Empresa

  • Capacitar a equipe para que compreendam a inovação de forma ampla com conhecimento no marco regulatório e na dinâmica dos núcleos de inovação tecnológica das universidades;
  • Ter minutas próprias para as iniciativas com universidades, como termos de licenciamento de tecnologia, compartilhamento de material para pesquisa, prestação de serviços, entre outros;
  • Trabalhar a equipe de inovação para que tenha processos internos de forma a receber os pesquisadores e organizar as iniciativas de maneira interativa;
  • Entender que o tempo da universidade e o tempo da empesa são distintos e, sempre serão, mas expectativas podem ser alinhadas.

Universidades

  • Sensibilizar pesquisadores sobre as regras da instituição. Faz-se muito bem a promoção da importância interação universidade-empresa em eventos, mas pouco ensina-se o processo interno, marco regulatório, o que pode e o que não pode;
  • Ter a política de inovação clara e objetiva, de forma a envolver todos os agentes no processo. Ações que são isoladas e pontuais trazem poucos resultados;
  • Incentivar a formação de procuradores jurídicos que tenham o viés para as iniciativas de inovação. No Direito há diversas especialidades, a inovação é uma delas que deve ser estimulada;
  • Entender que o tempo da empresa não é o tempo da pesquisa. Por incrível que pareça, há pesquisadores que querem a interação para ontem. Porque o mestrado, o TCC ou o doutorado não podem esperar. É preciso planejamento. Deixar tudo para a última hora só vai dificultar os trâmites.

 

Não há fórmula mágica, há vontade de fazer

Só para ilustrar, do lado da universidade, a questão universidade-empresa é sempre culpa do outro: do departamento, do jurídico, da reitoria, da dinâmica, do aluno, do tempo, das aulas Ou seja, esse é o primeiro ponto a ser vencido. Podemos ficar a vida inteira lamentando: oh céus, oh vida; ou podemos agir.

Deve haver vontade de agir do departamento jurídico, da reitoria, de alunos e professores, e das dinâmicas que cabem a cada instituição. Na minha visão, é lamentável que instituições que possuem pesquisadores referência, que são consideradas entre as melhores do país, que possuem pesquisas de alto nível, não consigam ter a vontade de vencer o desafio burocrático da interação da universidade-empresa.

De outro modo, do lado da empresa, a questão envolve o tempo e preparo. Não adianta querer a pesquisa para amanhã. Tecnologia de ponta não vem da noite para o dia. Não estamos trabalhando com cursos técnico, mas sim com instituições pesquisa. Requer tempo, dinheiro e disposição para assumir o risco.

Além disso, requer preparo. A empresa pode se preparar para compartilhar conhecimento. Se na área de gestão de pessoas temos processos para entrada e saída de colaboradores, estímulos, feedbacks e pagamento, porque não podemos ampliar os processos para a interação universidade-empresa. Esse preparo envolve a criação de processos e a capacitação da equipe.

Como sou do agir, mais do que reclamar, na minha cabeça, é tudo uma questão de vontade. Os desafios estão postos há anos. O que podemos fazer para vencê-los deve ser a nossa motivação.

avatar TATIANA FIUZA DOURADO BASTOS
Tatiana Fiuza Dourado Bastos
Gestora, scia da Vlinder Estratgias para Inovao. Atuante no ecossistema de inovao de Londrina e atuou tambm no de Florianpolis. Mestre em Propriedade Intelectual e Transferncia de Tecnologia pelo PROFNIT-UEM. Mestre em Geografia pela UEL.favorite_outline Seguir Perfil
capa Ambientes de Inovação
Ambientes de Inovação
people 1368 participantes
Os ambientes promotores de inovação são ativos de transformação dos ecossistemas. Por isso, criamos aqui um espaço para compartilhar conhecimento e experiências que podem ajudar os empreendedores e heads de inovação. Conecte-se agora e faça parte desta comunidade você também!
fixo
Em alta
O que é Inteligência Artificial?
25 nov. 2023O que é Inteligência Artificial?
Economia Circular: Importância e Desafios
05 dez. 2023Economia Circular: Importância e Desafios
Para ver o conteúdo completo, bastase cadastrar, é gratis 😉
Já possui uma conta?