

Você já reparou no quanto a sua comunicação te aproxima ou te afasta dos seus objetivos?
Muitas vezes, as metas estão traçadas e você tem todas as ferramentas para executá-las, mas algo falha e você não entende o porquê.
Talvez, o que esteja faltando no seu planejamento é uma comunicação mais direcionada e não violenta.
Ela pode ser definida como uma prática de comunicação que visa o diálogo de maneira saudável, buscando a expressão de maneira clara, assertiva e respeitosa.
Muitas vezes, conflitos familiares e no trabalho podem atrapalhar as suas relações interpessoais ou até mesmo o seu desempenho, porque você não encontra as palavras certas e o modo ideal para se posicionar diante daquela adversidade. E é nisso que a comunicação não-violenta atua! Ela tem como objetivo promover uma maior compreensão e consciência sobre nossas falas e escutas.
Esse termo foi desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg, que teve inspiração nos atos de resistência não-violenta de Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Situações de segregação racial, preconceitos e violências foram algumas das questões que motivaram o psicólogo estudar e compreender ainda mais sobre a linguagem e o poder de influência que as palavras têm sobre as pessoas.
A fim de melhorar a comunicação e obter uma maior empatia e compaixão nos relacionamentos, Marshall propôs 4 pilares da comunicação não-violenta:
Para se entender uma situação, é primordial observar e avaliar os fatos. Para fazer esse exercício, coloque-se como um observador que ouve todos os lados e busca entender o que causou a situação e como foi a sucessão de acontecimentos. É importante também fazer essa observação sem julgamentos ou críticas, isso pode colaborar para que você consiga ter uma visão mais ampla e precisa.
Identificar quais são os sentimentos causados e gerados em determinados cenários auxilia as pessoas a entenderem como se sentem e o que desperta esses sentimentos. Marshall também explica sobre a importância de saber diferenciar o que de fato são sentimentos e o que são pensamentos e interpretações.
Por exemplo: se você diz “estou sentindo que essa reunião não vai ser boa” não é um sentimento e sim um pensamento sobre como vai ser aquela reunião. Talvez o seu sentimento seja de medo ou insegurança. Por isso, é relevante saber identificá-los e nomeá-los.
Quando falamos de necessidades, estamos falando também de sentimentos e desejos, pois nossas necessidades estão atreladas aos nossos comportamentos. Observar os sentimentos implica em entender as necessidades por trás deles e se estas estão sendo atendidas. Desse modo, ao expressar o que você necessita, você consegue fazer com que os outros te compreendam com maior facilidade.
Os pedidos se referem às suas solicitações ao outro, ou seja, quando você quer algo, ao pedir aquilo a alguém de maneira clara e objetiva, sua comunicação será muito mais assertiva. Ao comunicar as suas necessidades, você pode diminuir os conflitos e atritos, uma vez que as pessoas terão consciência sobre o que você quer.
Muitas vezes, acreditamos que pedir algo a alguém é sinônimo de incômodo ou falha, mas ao fazer pedidos a outra pessoa pode colaborar com você e melhorar alguma determinada situação.
Desse modo, os pilares auxiliam na comunicação não-violenta e te possibilitam a expressar e externalizar seus sentimentos e necessidades de uma maneira que seja positiva e benéfica a todos.
Ao seguir esses 4 pilares, a sua comunicação pode fluir muito melhor, mas também separamos outras dicas para te auxiliar:
· Atente-se ao contexto que aquela situação está acontecendo, às vezes você ou a outra pessoa pode estar passando por alguma situação difícil. Por isso, é importante analisar o contexto, nem sempre tudo é “pessoal”. Temos dias bons e ruins.
· Evite julgamentos e comparações, cada pessoa tem suas próprias experiências e vivências. A realidade do outro é sempre diferente, nossas opiniões e interpretações nem sempre refletem a realidade dos fatos.
· Exerça a empatia, por meio dela você é capaz de se colocar no lugar do outro e entender o que ele está sentindo. Busque ter uma escuta ativa, isso também pode auxiliar na sua própria comunicação.
Você conhecia a Comunicação Não-Violenta? Já coloca em prática?
Fontes:



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