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Comunicação não-violenta: como é e como praticá-la

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Comunicação não-violenta: como é e como praticá-la
Criado em 19 AGO. 2025
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Você já reparou no quanto a sua comunicação te aproxima ou te afasta dos seus objetivos?


Muitas vezes, as metas estão traçadas e você tem todas as ferramentas para executá-las, mas algo falha e você não entende o porquê.


Talvez, o que esteja faltando no seu planejamento é uma comunicação mais direcionada e não violenta.


Afinal, o que é a comunicação não-violenta?


Ela pode ser definida como uma prática de comunicação que visa o diálogo de maneira saudável, buscando a expressão de maneira clara, assertiva e respeitosa.


Muitas vezes, conflitos familiares e no trabalho podem atrapalhar as suas relações interpessoais ou até mesmo o seu desempenho, porque você não encontra as palavras certas e o modo ideal para se posicionar diante daquela adversidade. E é nisso que a comunicação não-violenta atua! Ela tem como objetivo promover uma maior compreensão e consciência sobre nossas falas e escutas.


Esse termo foi desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg, que teve inspiração nos atos de resistência não-violenta de Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Situações de segregação racial, preconceitos e violências foram algumas das questões que motivaram o psicólogo estudar e compreender ainda mais sobre a linguagem e o poder de influência que as palavras têm sobre as pessoas.


A fim de melhorar a comunicação e obter uma maior empatia e compaixão nos relacionamentos, Marshall propôs 4 pilares da comunicação não-violenta:

 

1-     Observação

Para se entender uma situação, é primordial observar e avaliar os fatos. Para fazer esse exercício, coloque-se como um observador que ouve todos os lados e busca entender o que causou a situação e como foi a sucessão de acontecimentos. É importante também fazer essa observação sem julgamentos ou críticas, isso pode colaborar para que você consiga ter uma visão mais ampla e precisa.

 

2-     Sentimentos

Identificar quais são os sentimentos causados e gerados em determinados cenários auxilia as pessoas a entenderem como se sentem e o que desperta esses sentimentos. Marshall também explica sobre a importância de saber diferenciar o que de fato são sentimentos e o que são pensamentos e interpretações.

Por exemplo: se você diz “estou sentindo que essa reunião não vai ser boa” não é um sentimento e sim um pensamento sobre como vai ser aquela reunião. Talvez o seu sentimento seja de medo ou insegurança. Por isso, é relevante saber identificá-los e nomeá-los.

 

3-     Necessidades

Quando falamos de necessidades, estamos falando também de sentimentos e desejos, pois nossas necessidades estão atreladas aos nossos comportamentos. Observar os sentimentos implica em entender as necessidades por trás deles e se estas estão sendo atendidas. Desse modo, ao expressar o que você necessita, você consegue fazer com que os outros te compreendam com maior facilidade.

 

4-     Pedidos

Os pedidos se referem às suas solicitações ao outro, ou seja, quando você quer algo, ao pedir aquilo a alguém de maneira clara e objetiva, sua comunicação será muito mais assertiva. Ao comunicar as suas necessidades, você pode diminuir os conflitos e atritos, uma vez que as pessoas terão consciência sobre o que você quer.

Muitas vezes, acreditamos que pedir algo a alguém é sinônimo de incômodo ou falha, mas ao fazer pedidos a outra pessoa pode colaborar com você e melhorar alguma determinada situação.

 

Desse modo, os pilares auxiliam na comunicação não-violenta e te possibilitam a expressar e externalizar seus sentimentos e necessidades de uma maneira que seja positiva e benéfica a todos.


E como colocar essa comunicação em prática?

Ao seguir esses 4 pilares, a sua comunicação pode fluir muito melhor, mas também separamos outras dicas para te auxiliar:

·         Atente-se ao contexto que aquela situação está acontecendo, às vezes você ou a outra pessoa pode estar passando por alguma situação difícil. Por isso, é importante analisar o contexto, nem sempre tudo é “pessoal”. Temos dias bons e ruins.

·         Evite julgamentos e comparações, cada pessoa tem suas próprias experiências e vivências. A realidade do outro é sempre diferente, nossas opiniões e interpretações nem sempre refletem a realidade dos fatos.

·         Exerça a empatia, por meio dela você é capaz de se colocar no lugar do outro e entender o que ele está sentindo. Busque ter uma escuta ativa, isso também pode auxiliar na sua própria comunicação.

 

Você conhecia a Comunicação Não-Violenta? Já coloca em prática?

 

Fontes:

https://www.napratica.org.br/comunicacao-nao-violenta/

https://www.institutocnvb.com.br/single-post/comunica%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-violenta-cnv-o-que-%C3%A9-e-como-praticar

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Bento Augusto Da Cunha Santos
Bento Augusto é fundador do Instituto VOCÊ, maior empresa de Programação Neurolinguística da América Latina. Além disso, atua como treinador em cursos vivenciais, é empresário e especialista no comportamento humano.favorite_outline Seguir Perfil
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