

Recentemente, durante uma reunião com o dono de uma empresa escutei algo que estão contra o que eu acredito que sustenta resultados a longo prazo.
Após uma reestruturação que reduziu significativamente o quadro de funcionários, chegou a ter 18 funcionários e atualmente a empresa conta com 7 colaboradores, com a esposa do proprietário assumindo as funções de RH e administração. "Apesar de uma receita mensal entre R$150 mil e R$300 mil, e uma margem de lucro de 20% a 30%, o desafio de manter a equipe engajada e produtiva persiste.
Inicialmente, o empresário acreditava que a solução residia em oferecer benefícios e auxílios adicionais para aumentar o engajamento. Pois bem, isso até traz melhorias e ganhos momentâneos, mas não sustenta resultados a longo prazo. Chamo esse conjunto de benefícios financeiros, comissões, home office e blá blá blá de "combo funcionário feliz", que, isoladamente, não garante nenhum engajamento duradouro.
Eu digo sempre e volto a repetir (anote isso na sua mente):
Crescer uma empresa é fácil, o díficil é sustentar o crescimento por muito tempo.
Da mesma forma o combo funcionário feliz, ele traz resultados rápidos, mas não sustenta o engejamento e a produtividade a longo prazo.
Talvez você até já passou por isso na sua empresa. Achou que iria mudar tudo quando colocasse plano de cargos e salários, benefícios, vale x, y e z e depois de um tempo percebeu que era uma cilada. (Acho que é uma cilada Bino rsrs)
Para compreender verdadeiramente o engajamento dos funcionários, não tem como sem mergulhar nos fundamentos do comportamento humano. A Programação Neurolinguística (PNL), neurociência e estudos mais avançados sobre como funciona os sistemas motivacionais das pessoas, mente humana, padrões de comportamentos, padrões de programações, sistemas de valores pessoais, perfis de comportamento e de personalidade são o principal entendimento antes de mais nada para você conduzir a sua empresa.
É o que chamo de inteligência comportamental. Que antes de mais nada é a habilidade número 1 para qualquer líder e consiste em entender dos próprios comportamentos, motivadores, padrões, programações, crenças, travas inconscientes, emoções e depois compreender a forma que as pessoas do seu time funciona e como você pode tirar melhor performance delas.
Estudos da neurociência indicam que o cérebro humano busca propósito, reconhecimento, senso de time, aprendizado constante. Quando os funcionários percebem que seu trabalho tem significado e que suas contribuições são valorizadas, há uma liberação de dopamina, o neurotransmissor associado ao prazer e à motivação. Portanto, criar um ambiente onde os colaboradores se sintam reconhecidos e parte integrante dos objetivos da empresa pode aumentar significativamente o engajamento.
Perceba que eu não disse, encher de benefícios. Eles geram dopamina, mas é momentâneo porque a dopamina é gerada principalmente quando o cérebro tem novidades. Porém ele é somente um dos hormônios, existem vários outros que afetam na conexão como a ocitocina, na felicidade e bem estar como a serotonina e movimentos mais profundos que dizem respeito a base de formação de crenças e culturas que ditam se esse colaborador vai querer estar ou dar seu máximo na sua empresa.
Fiz um artigo na semana passada aprofundando um pouco mais sobre isso: Como Transformar seu Negócio com Inteligência Comportamental e Liderança Emocional
Empresas que adotaram abordagens focadas no comportamento humano e na inteligência emocional colheram resultados notáveis.
Quero que você veja alguns exemplos, porém não se apegue a implementar um modelo de cultura que funciona para outras empresas na sua que é de um segmento diferente, tamanho diferente, região diferente. Quero que apenas use como possibilidades, mas não como as únicas possibilidades.
Zappos: Conhecida por sua cultura organizacional centrada no bem-estar dos funcionários, a Zappos permite que colaboradores tomem decisões em tempo real para oferecer serviços excepcionais. Após a adoção desse modelo, 75% dos funcionários relataram maior satisfação, resultando em um aumento de 20% nas vendas anuais.
Magazine Luiza: No Brasil, a empresa reformulou sua cultura organizacional, priorizando a inovação e o engajamento dos funcionários. Com um modelo de gestão horizontal e programas de feedback contínuo, conseguiu aumentar o índice de satisfação dos colaboradores em 25% nos últimos três anos, resultando em um crescimento de 75% na receita entre 2018 e 2021.
Com base nos princípios da PNL, neurociência e nos casos de sucesso mencionados, aqui estão algumas estratégias específicas que podem ser implementadas para mudar se você está num cenário parecido a empresa citada acima:
Esses 6 pontos são profundos e vão muito além de colocar o combo funcionário feliz para rodar. O jeito raso de fazer gestão funcionava, atualmente as pessoas querem pertencer a algo muito maior, com visão, com estrutura e que de muito mais benefícios emocionais do que benefícios financeiros ou momentâneos.
Se você quer construir uma empresa duradoura, precisa parar de agir no imediatismos e encher a sua empresa com um monte de parafernalha que até você já perdeu o controle. A única forma de formar um time que veste a camisa é com um olhar para as pessoas de maneira profunda!
Eu entendo que você não tenha nem tempo para pensar nisso no seu negócio e sei que talvez você nem saiba por onde começar. E vou te falar que tudo isso pode ser implementado de maneira fácil, mas se você estiver aberto a mergulhar no seu negócio para resolver de uma vez por todas os fatores que mais estão afetando o engejamento e entrega do seu time.
Se você quiser minha ajuda e do meu time, clique no link abaixo e aplique para entendermos se a sua empresa tem perfil para contribuirmos.
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