
(Créditos: Etalbr / iStock) Pix com cartão de crédito, parcelado, tradicional, agendado… A modalidade implementada no Brasil transformou o país em sinônimo de evolução dos meios de pagamento, que estão cada vez mais digitalizados. A evolução começou a partir da promulgação da Lei 12.865, que representou um divisor de águas para os meios de pagamento eletrônicos no país. Foram criadas regras claras para o setor que abriram espaço para a entrada de novas empresas e tecnologias. Segundo Priscila Faro, diretora de Legal Fintech do Mercado Livre, antes da regulamentação, o cenário era mais incerto e desafiador, sem regulação específica. Com a nova legislação, o ambiente se tornou mais favorável à inovação, movimento que culminou no lançamento do Pix. Criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o Pix permite realizar transferências e pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados. Desde a implementação, o sistema transformou o comportamento financeiro dos brasileiros, tornando as transações mais rápidas, acessíveis e seguras. Além disso, houve a redução do uso de dinheiro em espécie e a economia da população nos gastos com taxas. Outras inovações também ganharam espaço, como as carteiras digitais e os pagamentos por aproximação. As wallets, presentes, por exemplo, em smartphones, permitem gerenciar recursos e realizar transações diretamente pelo celular, trazendo mais praticidade e segurança para o dia a dia dos usuários. PIx gera economia O Pix foi responsável por uma economia de, aproximadamente, R$ 106,7 bilhões para empresas e consumidores desde seu lançamento até junho de 2025, de acordo com estimativa do Movimento Brasil Competitivo. A entidade reúne representantes do setor privado e da sociedade civil, em iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico do Brasil. Segundo o levantamento, o impacto financeiro está ligado principalmente à substituição de transferências via Transferência Eletrônica Disponível (TED), que possuem tarifas, pelo Pix. Além disso, houve aumento do uso do sistema no comércio, reduzindo a dependência de cartões de débito, que geram custos para os lojistas. A ferramenta também se consolidou como alternativa às operações de Documento de Ordem de Crédito (DOC), modalidade extinta em 2024 em razão do Pix, e ao uso de cartões. Professor do curso de Ciências Contábeis da Universidade de Fortaleza, Levy Guedes analisa que o sistema surgiu como uma forma de facilitar a circulação de dinheiro. Além disso, o Pix se tornou um aliado dos empreendedores. “Estamos em um mercado em que os preços sobem e as matérias-primas encarecem. Estimular o uso do Pix visando economia das tarifas é uma saída comum para muitos negócios”, diz o especialista. “O Pix veio como um grande aliado para as micro e pequenas empresas”, complementa Guedes. Pix impulsiona empreendedorismo brasileiro A evolução dos meios de pagamento no Brasil não beneficiou apenas consumidores, os empreendedores foram um dos grupos que mais sentiram o impacto positivo das transformações no setor. Com o Pix, micro e pequenos negócios passaram a receber pagamentos de forma instantânea, sem as tarifas cobradas por modalidades como TED ou as taxas de maquininhas de cartão, representando um alívio direto no fluxo de caixa de empreendedores que operam com margens reduzidas. Modalidades do Pix As modalidades da ferramenta foram expandidas para além do formato tradicional. Entre as novas possibilidades, por exemplo, o Pix com cartão de crédito amplia as formas de transação. Neste formato, é utilizado o limite do cartão para realizar pagamentos. Nesse cenário, cresce o interesse pelo melhor app para pix com cartão de crédito, já que a escolha da plataforma pode impactar diretamente na praticidade, nas taxas e na segurança da operação. O Pix parcelado, em que o recebedor ganha à vista e o pagador reembolsa a instituição com juros, e o agendado, que permite a programação de transferências para uma data futura, são outras alternativas possibilitadas pela ferramenta brasileira. Pix tradicional (transferência): envio imediato de dinheiro entre contas. Pix QR Code: pagamento por leitura de código (estático ou dinâmico). Pix copia e cola: pagamento por código gerado, sem precisar escanear. Pix com cartão de crédito: pagar usando o limite do cartão; o valor é parcelado ou cobrado na fatura. Pix saque: retirada de dinheiro em estabelecimentos comerciais. Pix troco: saque com troco ao fazer uma compra. Pix cobrança: usado para pagamentos com vencimento, como boletos. Pix agendado: programar transferências para uma data futura. Pix automático: débito recorrente para contas e serviços periódicos. Brasil é referência global em pagamentos digitais “O Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro com o Pix”, destacou o economista Paul Krugman, estadunidense vencedor do Nobel de Economia de 2008, que reconheceu o pioneirismo brasileiro com os pagamentos digitais com as múltiplas possibilidades do Pix. O país, inclusive, ocupa posição de destaque no cenário global e passa a usar os meios digitais como regra para pagamentos. Segundo o vice-presidente de Novos Negócios da Visa no Brasil, Eduardo Abreu, cerca de 93% a 95% das transações no Brasil são digitais, via Pix ou cartões, consolidando o país entre os mercados mais digitalizados do mundo.


