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As 5 tendências do varejo digital para 2024

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As 5 tendências do varejo digital para 2024
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Criado em 31 JAN. 2024
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O consumo digital tende não só a aumentar, como também a mudar em 2024. De acordo com informações apresentadas no Retail´s Big Show - NRF 2024 em Nova York, a maior feira de varejo do mundo, a internet conta atualmente com aproximadamente 5.2 bilhões de usuários, e as projeções de gastos pela internet relacionados a compra de bens materiais e serviços apontam que este mercado movimentará mais de 10 trilhões de dólares.

 

Com isso, é notável o fato de que o consumo via mercados digitais continuará massivo em 2024, então hoje falaremos sobre 5 tendências do comércio digital que prometem favorecer as empresas que melhor se adaptarem a essas novas tecnologias.



 

E-commerce intuitivo e I.As generativas

 

Os clientes esperam por experiências cada vez melhores ao comprarem produtos pela internet, e empresas que explorarem as inteligências artificiais generativas podem sair na frente nesse sentido.

 

As I.A generativas podem auxiliar os varejistas em suas plataformas online com diversas funções e, de acordo com estudo realizado pela Euromonitor ao final de 2023, os principais impactos percebidos foram em ações como a otimização de direcionamento das campanhas de marketing, criação de sugestões de compra mais inteligente, melhorias na construção de descrições e seleção de imagens para as páginas, implementação de chatbots que imitam perfeitamente as interações humanas, além de otimizarem processos internos, como a cadeia de suprimentos, melhor sintetização e estruturação de dados, entre outros.

 

Esses impactos interferem diretamente na busca pela experiência do cliente ideal, uma vez que as entregas otimizam tempo e reduzem esforços humanos, tanto para os consumidores quanto para os varejistas. Além disso, os compradores também são surpreendidos com experiências e produtos personalizados, uma vez que os dados levantados pela I.A tornam possível que haja maior customização para cada cliente que acessa determinada plataforma. A pesquisa realizada pela Euromonitor também afirma que mais de 60% dos consumidores questionados têm preferência por produtos desenvolvidos exclusivamente para eles, e mais de 25% buscam por experiências de compra personalizadas.

 

Em suma, deve-se considerar o fato de que aproximadamente 50% dos profissionais entrevistados acreditam que as empresas em que atuam têm planos para implementar e investir em I.A generativa gradativamente, indicando a forte tendência que dominará o mercado neste e nos próximos anos. É importante que seja analisada a experiência do cliente de modo que seja a mais intuitiva possível, avaliando sempre a possibilidade da implementação de novas tecnologias que possam auxiliar neste processo, além é claro, de buscar maneiras de melhorar o relacionamento com os consumidores digitais.

 

Economia do TikTok

 

O fenômeno TikTok, criado pela ByteDance, é responsável por entregar bilhões de visualizações diariamente para uma grande quantidade de criadores de conteúdo. Porém, muito mais do que uma plataforma de danças e vídeos de entretenimento, o TikTok também pode ser utilizado pelas mais diversas empresas para divulgação de campanhas orgânicas, que tendem a ter forte apelo ao público mais jovem.

 

Os dados levantados ainda pela Euromonitor apontam que dentre os consumidores digitais que pertencem a Geração Z, faixa de pessoas que nasceram de 1995 até 2010, mais de 60% estão no TikTok. Já entre os consumidores Millennials, que nasceram entre 1982 e 1994, 58% participam da rede social. Podemos perceber a gigantesca presença do público jovem no TikTok, e o comportamento dessas pessoas na plataforma reflete diretamente nas estratégias de vendas online para as empresas.

 

Os empreendedores devem se aprofundar na busca por conteúdos virais que possam converter as visualizações em cada vez mais clientes, aproveitando o enorme potencial de entrega que a plataforma dispõe. Itens cosméticos e de autocuidado, por exemplo, tiveram um aumento exponencial no volume de vendas atreladas ao TikTok no primeiro trimestre do último ano, se comparado ao mesmo período em 2022. De pouco mais de 6 bilhões de dólares movimentados em 2022, este mercado contou com o valor de quase 12 bilhões de dólares em vendas no ano seguinte, graças ao conteúdo orgânico publicado na rede social chinesa e pelas vendas por livestreams, que são cada vez mais exploradas e que poderão movimentar cerca de 650 bilhões de dólares até 2027.

 

Inteligência Competitiva

 

Os consumidores estão buscando experiências de compra cada vez melhores em seus smartphones, e as plataformas que melhor se adequarem a essa demanda sairão na frente. Diversas categorias muito procuradas tiveram o percentual de pesquisa maior nos dispositivos móveis do que nos computadores de mesa, como é o caso dos eletrônicos, sites de viagens, aplicativos de entrega e retirada de comida, atividades de lazer, entre outros, o que mostra que este é o canal primário para as pesquisas dos consumidores em muitos casos.

 

O fato é que os clientes não buscam somente experiências de navegação agradáveis e fluidas, mas eles tendem a procurar por descontos e meios de economizar, sobretudo o público jovem. Para tanto, firmar parcerias com sites e aplicativos de economia será um diferencial, fornecendo cupons e descontos sempre que possível, não só isso, mas refinar e otimizar as suas aplicações e sites para atrair os clientes que buscam por essas oportunidades de economia.

 

Recommerce 2.0

 

A inserção do mercado digital pareada com preocupações cada vez maiores em relação a sustentabilidade, além de pressões financeiras, estão levando a uma evolução no mundo das revendas, e com isso nós somos introduzidos à uma nova fase da revenda de produtos usados.

 

As gerações mais novas estão cada vez mais inclinadas a realizar compras de itens usados pois estão mais preocupados com os problemas ambientais, além de priorizar valor e a sustentabilidade. Mais de 25% dos consumidores digitais da Geração Z e dos Millennials pretendem adquirir ainda mais produtos de segunda-mão em 2024, e quase 60% já realizaram compras de usados várias vezes em 2023.

 

Além da tendência por parte do público, 41% dos profissionais respondentes da pesquisa afirmam que suas empresas planejam investir e implementar práticas de sustentabilidade nos próximos 5 anos, o que mostra que isso será praticamente uma regra em breve, tendo em vista os problemas ambientais que são percebidos no mundo todo.

 

É importante considerar iniciar a implementação desse modelo de negócio ou investir na otimização e simplificação dos processos que envolvem as revendas de usados e reutilização de materiais, atuando fortemente com a comunicação dessas iniciativas de sustentabilidade para que fique claro ao público sobre sua importância.

 

Devoluções são o novo diferencial

 

A devolução de produtos promete se tornar um ótimo meio de atuação de empresas como parte de uma estratégia para manter o público leal, e quanto mais facilmente esse processo ocorrer, melhor será, contudo, criar uma experiência de devolução sem nenhum problema pode ser desafiador.

 

O fato é que as preferências de canais de devolução das compras online diferem de uma geração para a outra. Metade dos consumidores digitais da geração dos Baby Boomers, nascidos pós-segunda guerra, têm como opção a devolução por meio dos correios, já os da Geração Z dividem suas preferências entre devoluções realizadas diretamente nas lojas dos varejistas, por correios e por parceiros selecionados.

 

Com isso, é necessário analisar qual é o melhor método para cada caso e que sejam oferecidas as opções com maior aceitação, de modo que o processo seja rápido e simples. Outras medidas necessárias para se tomar em conjunto com a otimização dos processos são os estudos de como baratear os custos das devoluções de modo a não impactar no bolso dos clientes e como melhorar o aproveitamento dos ativos físicos, a fim de evitar o descarte em excesso.

 

Em resumo, o mercado digital e das compras online vai continuar amadurecendo ao longo dos próximos anos, seguindo tendências fortemente ligadas as redes sociais, sustentabilidade e inteligência artificial, ficando claro que quem abraçar esses caminhos, certamente verão não só o aumento das vendas como a melhora no relacionamento com seus clientes, que consomem com cada vez mais cautela e consciência e desejam maior poder e exclusividade em suas relações com os varejistas.

 

Abraços!

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Felipe Faganelli E Silva
Tenho 24 anos, sou formado em marketing e tenho grande paixão pelo mundo digital e novas tecnologias. Faço parte do time da Comunidade Sebrae e dedico meu tempo a produzir conteúdo e ajudar outros empreendedores a impulsionarem os seus negócios por meio de estratégias validadas!favorite_outline Seguir Perfil
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