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A falta de planejamento é um dos vilões da mortalidade das empresas no Brasil

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A falta de planejamento é um dos vilões da mortalidade das empresas no Brasil
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Criado em 23 MAR. 2022
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Empreender é mais que um sonho, é saber gerir a realidade, que, na maioria das vezes, se materializa de forma diferente do idealizado. Acreditar no sonho é o primeiro passo; o próximo, que deve ser contínuo, é o planejamento. Por desejo ou necessidade, ter um negócio para chamar de seu é um desafio perene, que envolve lidar com o imponderável, como o surgimento de uma pandemia. 


No Brasil, abrir e prosseguir com uma empresa é uma tarefa espinhosa, que esbarra na burocracia, alta carga tributária e nas limitações do próprio empreendedor. Executar sem pensar é um equívoco e uma das principais causas de mortalidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 60% das empresas vão à falência nos primeiros cinco anos. Planejar não é uma opção; é fundamental para uma empresa ter saúde financeira e fôlego no momento de enfrentar as adversidades. 


A pandemia gerou um impacto devastador no último biênio, e muitos negócios fecharam as portas por falta de estratégia. Segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 7% finalizaram as atividades por não obterem lucro, e 20% por faltar capital. Ao consultar mais de 6 mil empreendedores, 87,5% afirmaram que a crise afetou o faturamento, e por isso, recorreram a empréstimos por volta de 55% precisaram de ajuda financeira e buscaram linhas de crédito. Mas quais as razões concretas do fechamento e como evitá-lo?


A falta de informação e qualificação 


Os primeiros meses de uma empresa são cruciais e os mais complicados, por serem a base para a consolidação da marca. Iniciar um negócio já é um grande desafio, principalmente quando não há o suporte de associações e entidades especialistas. A falta de capacitação faz com que o empreendedor não saiba planejar. Conforme dados do Sebrae, o Microempreendedor Individual (MEI) é o mais impactado: 29% fecham as portas nos primeiros cinco anos, enquanto o percentual das microempresas é de 21%, e as de pequeno porte, 17%. O estudo evidencia que, quanto maior o porte da empresa, maior a possibilidade de sobrevivência. O empresário tem mais preparo, uma rede de apoio mais estruturada, e empreende geralmente por oportunidade, e não por necessidade. 


Alguns dos erros de planejamento apontados pelo Sebrae: não conhecer o público-alvo; não saber o capital de giro necessário; não pesquisar o mercado e comportamento da concorrência; a escolha inadequada da localização; não conhecer os fornecedores; desconhecer aspectos legais; falta de estimativa de investimento; e desconhecimento das qualificações necessárias para o funcionamento. 


Planejamento fora da realidade


Por pouca experiência, muitas vezes, o empreendedor esboça o cenário irreal de conquistar clientes o mais rápido possível. Além disso, muitos copiam quase integralmente modelos de negócios de grandes empresas. Metas inalcançáveis e incompatíveis com a situação da empresa são comumente traçadas, o que resulta em decepção. Para não cometer esse deslize ao começar, é fundamental levar em conta o público-alvo, os custos, os concorrentes e as demais variáveis que possam interferir a médio e longo prazo. 


Não confundir contas empresariais e pessoais


A dificuldade de controlar as finanças e misturar os recursos pessoais com empresariais é uma grande falha. Nesse sentido, tirar do próprio bolso para alimentar o caixa pode ser prejudicial, do mesmo jeito que tirar dinheiro do caixa para pagar os próprios boletos. É imprescindível ter contas separadas, para controlar as entradas e saídas de forma eficiente. O costume, inclusive, pode resultar em problema com a Receita Federal se os saques forem vistos como sonegação fiscal. A falta de gestão financeira afeta as bases do negócio, compromete a capacidade de pagar as contas e investir no crescimento. 


Aposte no marketing 


Um bom plano de divulgação dos serviços ou produtos é fundamental para o posicionamento da marca. É indispensável compreender as vendas online e o poder das mídias sociais. Foque também em estratégias de marketing para atrair possíveis clientes e aumentar o lucro de forma progressiva.


Estar em transformação


O mercado é dinâmico, e o empreendedor precisa estar preparado para aproveitar as oportunidades. Ficar atento às tendências, pesquisar novas tecnologias e acompanhar a movimentação da economia é importante. Um curso de gestão é um bom investimento para se qualificar e encarar o desafio de empreender. Buscar parcerias com profissionais especializados nas áreas de marketing, contabilidade e administração também garante o apoio necessário para construir uma empresa sólida e próspera. 


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Flavia De Siqueira Viana
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